Anderson
Santiago Rolim
Analista de compras
INTRODUÇÃO
- Análise de mercado ou
necessidade de produção: permite avaliar a capacidade de consumo.
A aquisição de bens e
serviços a serem utilizados na produção e na revenda de produtos pode ser
considerada a atividade responsável por um dos maiores componentes do custo de
produção e das mercadorias vendidas.
Alguns autores chegam a
dimensionar a amplitude desse impacto, observando que entre 50% e 60% do custo
de produção ou revenda são representados pela compra de componentes, materiais
e serviços, que são adquiridos dos fornecedores externos.
Apesar da importância da
função Compras, ou Suprimentos, retratada na responsabilidade pela execução dos
gastos acima mencionados, ela foi considerada, durante muito tempo, uma
atividade de caráter tático e de cunho administrativo dentro das organizações,
tendo sempre um perfil reativo às decisões tomadas pelas outras funções
(departamentos), principalmente a
Produção.
O surgimento da crise do
petróleo de 1973-1974 foi marcante para a atuação de Compras ou Suprimentos,
porque a redução de matéria-prima no cenário mundial, decorrente da crise,
demandou dessa função uma atitude mais ativa para o ressuprimento das
necessidades internas das empresas. A sua atuação, durante aquele período de
escassez, trouxe uma significativa atenção da organização para o setor. Ainda
assim, a atuação de Compras ou
Suprimentos não foi
suficiente para que os altos gerentes enxergassem a sua contribuição para o
resultado da empresa.
Contudo, as novas formas de
gerenciamento da produção, com a introdução de conceitos como Just In Time
(JIT), Gerenciamento pela Qualidade Total, redução do ciclo de produção de
novos produtos, dentre outras práticas que buscavam a redução de custos e a
melhoria de qualidade para maior competitividade no cenário internacional,
levaram a função
Compras a também ter de
adotar novas práticas de gerenciamento para o setor, emergindo, então, como
participante na construção de vantagens competitivas para o negócio.
O desenvolvimento de Compras
ou Suprimentos será abordado neste artigo, através dos diferentes estágios da
sua evolução – desde a sua submissão a outras funções até a sua posição de
participante na formulação da estratégia da organização. A Figura 1 consolida
os quatro estágios do desenvolvimento mencionado, classificando-os de acordo
com a natureza
tática ou estratégica
assumida por Compras ao longo do seu aprimoramento.
AS
EMPRESAS E SEUS RECURSOS
Toda produção depende da
existência conjunta de três fatores de produção: natureza, capital e trabalho,
integrados por um quarto fator denominado empresa. Para os economistas, todo
processo produtivo se fundamenta na conjunção desses quatro fatores de
produção.
Os
quatro fatores de produção.
Cada um dos quatro fatores
de produção tem uma função específica, a saber:
a) Natureza: é o fator que
fornece os insumos necessários à produção, como as matérias-primas, os
materiais, a energia etc. É o fator de produção que proporciona as entradas de
insumos para que a produção possa se realizar. Dentre os insumos, figuram os
materiais e matérias-primas;
b) Capital: é o fator que
fornece o dinheiro necessário para adquirir os insumos e pagar o pessoal. O
capital representa o fator de produção que permite meios para comprar, adquirir
e utilizar os demais fatores de produção;
c) Trabalho: é o fator
constituído pela mão-de-obra, que processa e transforma os insumos, através de
operações manuais ou de máquinas e ferramentas, em produtos acabados ou
serviços prestados. O trabalho representa o fator de produção que atua sobre os
demais, isto é, que aciona e agiliza os outros fatores de produção. É comumente
denominado mão-de-obra, porque se refere principalmente ao operário manual ou
braçal que realiza operações físicas sobre as matérias-primas, com ou sem o
auxílio de máquinas e equipamentos;
d) Empresa: é o fator
integrador capaz de aglutinar a natureza, o capital e o trabalho em um conjunto
harmonioso que permite que o resultado alcançado seja muito maior do que a soma
dos fatores aplicados no negócio. A empresa constitui o sistema que aglutina e
coordena todos os fatores de produção envolvidos, fazendo com que o resultado
do conjunto supere o resultado que teria cada fator isoladamente. Isto
significa que a empresa tem um efeito multiplicador, capaz de proporcionar um ganho
adicional, que é o lucro. Mas adiante, ao falarmos de sistemas, teremos a
oportunidade de conceituar esse efeito multiplicador, também denominado efeito
sinergístico ou sinergia.
Modernamente, esses fatores
de produção costumam ser denominados recursos empresariais. Os principais
recursos empresariais são: Recursos Materiais, Recursos Financeiros, Recursos
Humanos, Recursos Mercadológicos e Recursos
UMA
INTRODUÇÃO HISTÓRICA À ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS
A atividade de material existe desde a mais remota época, através das trocas de caças e de utensílios até chegarmos aos dias de hoje, passando pela Revolução Industrial. Produzir, estocar, trocar objetos e mercadorias é algo tão antigo quanto a existência do ser humano.
A Revolução Industrial,
meados dos séc. XVIII e XIX, acirrou a concorrência de mercado e sofisticou as
operações de comercialização dos produtos, fazendo com que “compras” e
“estoques” ganhassem maior importância. Este período foi marcado por
modificações profundas nos métodos do sistema de fabricação e estocagem em
maior escala. O trabalho, até então, totalmente artesanal foi em parte
substituído pelas máquinas, fazendo com a produção evoluísse para um estágio
tecnologicamente mais avançado e os estoques passassem a ser vistos sob um outro
prisma pelas administrações. A constante evolução fabril, o consumo, as
exigências dos consumidores, o mercado concorrente e novas tecnologias deram
novo impulso à Administração de Materiais, fazendo com que a mesma fosse vista
como uma arte e uma ciência das mais importantes para o alcance dos objetivos
de uma organização, seja ela qualquer que fosse.
Um dos fatos mais marcantes
e que comprovaram a necessidade de que materiais devem ser administrados
cientificamente foi, sem dúvida, as duas grandes guerras mundiais, isso sem
contar com outros desejos de conquistas como, principalmente, o empreendimento
de Napoleão Bonaparte. Em todos os embates ficou comprovado que o fator
abastecimento ou suprimento se constituiu em elemento de vital importância e
que determinou o sucesso ou o insucesso dos empreendimentos. Soldados e
estratégias por mais eficazes que fossem, eram insuficientes para o alcance dos
resultados esperados.
Munições, equipamentos,
víveres, vestuários adequados, combustíveis foram, são e serão necessários
sempre, no momento oportuno e no local certo, isto quer dizer que administrar
materiais é como administrar informações: “quem os têm quando necessita, no
local e na quantidade necessária, possui ampla possibilidade de ser bem
sucedido”.
Para refletir: “Nos dias de
hoje - Qual será a importância da Administração de Materiais no projeto de um
ônibus espacial?”.
ADMINISTRAÇÃO
DE MATERIAIS: DEFINIÇÕES
A Administração de Materiais
é definida como sendo um conjunto de atividades desenvolvidas dentro de uma
empresa, de forma centralizada ou não, destinadas a suprir as diversas
unidades, com os materiais necessários ao desempenho normal das respectivas
atribuições. Tais atividades abrangem desde o circuito de reaprovisionamento,
inclusive compras, o recebimento, a armazenagem dos materiais, o fornecimento
dos mesmos aos órgãos requisitantes, até as operações gerais de controle de
estoques etc.
Em outras palavras: “A
Administração de Materiais visa à garantia de existência contínua de um
estoque, organizado de modo a nunca faltar nenhum dos itens que o compõem, sem
tornar excessivo o investimento total”.
A Administração de Materiais
moderna é conceituada e estudada como um Sistema Integrado em que diversos
subsistemas próprios interagem para constituir um todo organizado. Destina-se a
dotar a administração dos meios necessários ao suprimento de materiais
imprescindíveis ao funcionamento da organização, no tempo oportuno, na
quantidade necessária, na qualidade requerida e pelo menor custo.
A oportunidade, no momento
certo para o suprimento de materiais, influi no tamanho dos estoques. Assim,
suprir antes do momento oportuno acarretará, em regra, estoques altos, acima
das necessidades imediatas da organização. Por outro lado, a providência do
suprimento após esse momento poderá levar a falta do material necessário ao
atendimento de determinada necessidade da administração. Do mesmo modo, o
tamanho do Lote de Compra acarreta as mesmas conseqüências: quantidades além do
necessário representam inversões em estoques ociosos, assim como, quantidades
aquém do necessário podem levar à insuficiência de estoque, o que é prejudicial
à eficiência operacional da organização.
Estes dois eventos, tempo
oportuno e quantidade necessária, acarretam, se mal planejados, além de custos
financeiros indesejáveis, lucros cessantes, fatores esses decorrentes de
quaisquer das situações assinaladas. Da mesma forma, a obtenção de material sem
os atributos da qualidade requerida para o uso a que se destina acarreta custos
financeiros maiores, retenções ociosas de capital e oportunidades de lucro não
realizadas. Isto porque materiais, nestas condições podem implicar em paradas
de máquinas, defeitos na fabricação ou no serviço, inutilização de material,
compras adicionais, etc.
Os subsistemas da
Administração de Materiais, integrados de forma sistêmica, fornecem, portanto,
os meios necessários à consecução das quatro condições básicas alinhadas acima,
para uma boa Administração de material.
Decompondo esta atividade
através da separação e identificação dos seus elementos componentes,
encontramos as seguintes subfunções típicas da Administração de Materiais, além
de outras mais específicas de organizações mais complexas:
a.1 - Subsistemas Típicos:
a.1.1- Controle de
Estoque - subsistema responsável pela gestão econômica dos estoques,
através do planejamento e da programação de material, compreendendo a análise,
a previsão, o controle e o ressuprimento de material. O estoque é necessário
para que o processo de produção-venda da empresa opere com um número mínimo de
preocupações e desníveis. Os estoques podem ser de: matéria-prima, produtos em
fabricação e produtos acabados. O setor de controle de estoque acompanha e
controla o nível de estoque e o investimento financeiro envolvido.
a.1.2- Classificação de
Material - subsistema responsável pela identificação (especificação),
classificação, codificação, cadastramento e catalogação de material.
a.1.3- Aquisição / Compra de
Material - subsistema responsável pela gestão, negociação e contratação de
compras de material através do processo de licitação. O setor de Compras
preocupa-se sobremaneira com o estoque de matéria-prima. É da responsabilidade
de Compras assegurar que as matérias-primas exigida pela Produção estejam à
disposição nas quantidades certas, nos períodos desejados. Compras não é
somente responsável pela quantidade e pelo prazo, mas precisa também realizar a
compra em preço mais favorável possível, já que o custo da matéria-prima é um
componente fundamental no custo do produto.
a.1.4- Armazenagem /
Almoxarifado - subsistema responsável pela gestão física dos estoques,
compreendendo as atividades de guarda, preservação, embalagem, recepção e
expedição de material, segundo determinadas normas e métodos de armazenamento.
O Almoxarifado é o responsável pela guarda física dos materiais em estoque, com
exceção dos produtos em processo. É o local onde ficam armazenados os produtos,
para atender a produção e os materiais entregues pelos fornecedores.
a.1.5- Movimentação de
Material - subsistema encarregado do controle e normalização das
transações de recebimento, fornecimento, devoluções, transferências de
materiais e quaisquer outros tipos de movimentações de entrada e de saída de
material.
a.1.6 - Inspeção de
Recebimento - subsistema responsável pela verificação física e documental
do recebimento de material, podendo ainda encarregar-se da verificação dos
atributos qualitativos pelas normas de controle de qualidade.
a.1.7 - Cadastro -
subsistema encarregado do cadastramento de fornecedores, pesquisa de mercado e
compras.
a.2 - Subsistemas
Específicos:
a.2.1 - Inspeção de Suprimentos - subsistema de apoio responsável pela verificação da aplicação das normas e dos procedimentos estabelecidos para o funcionamento da Administração de Materiais em toda a organização, analisando os desvios da política de suprimento traçada pela administração e proporcionando soluções.
a.2.2 - Padronização e
Normalização - subsistema de apoio ao qual cabe a obtenção de menor número
de variedades existentes de determinado tipo de material, por meio de
unificação e especificação dos mesmos, propondo medidas de redução de estoques.
a.2.3 - Transporte de
Material - subsistema de apoio que se responsabiliza pela política e pela
execução do transporte, movimentação e distribuição de material. A colocação do
produto acabado nos clientes e as entregas das matérias-primas na fábrica é de
responsabilidade do setor de Transportes e Distribuição. É nesse setor que se
executa a Administração da frota de veículos da empresa, e/ou onde também são
contratadas as transportadoras que prestam serviços de entrega e coleta.
A integração destas
subfunções funciona como um sistema de engrenagens que aciona a Administração
de Material e permite a interface com outros sistemas da organização. Assim,
quando um item de material é recebido do fornecedor, houve, antes, todo um
conjunto de ações inter-relacionadas para esse fim: o subsistema de Controle de
Estoque aciona o subsistema de Compras que recorre ao subsistema de Cadastro.
Quando do recebimento, do
material pelo almoxarifado, o subsistema de Inspeção é acionado, de modo que os
itens aceitos pela inspeção física e documental são encaminhados ao subsistema
de Armazenagem para guarda nas unidades de estocagem próprias e demais
providências, ao mesmo tempo que o subsistema de Controle de Estoque é
informado para proceder aos registros físicos e contábeis da movimentação de
entrada. O subsistema de Cadastro também é informado, para encerrar o dossiê de
compras e processar as anotações cadastrais pertinentes ao fornecimento. Os
materiais recusados pelo subsistema de Inspeção são devolvidos ao fornecedor. A
devolução é providenciada pelo subsistema de Aquisição que aciona o fornecedor
para essa providência após ser informado, pela Inspeção, que o material não foi
aceito. Igualmente, o subsistema de Cadastro é informado do evento para
providenciar o encerramento do processo de compra e processar, no cadastro de
fornecedores, os registros pertinentes.
Quando o material é
requisitado dos estoques, este evento é comunicado ao subsistema de Controle de
Estoque pelo subsistema de Armazenagem. Este procede à baixa física e contábil,
podendo, gerar com isso, uma ação de ressuprimento. Neste caso, é emitida pelo
subsistema de controle de Estoques uma ordem ao subsistema de Compras, para que
o material seja comprado de um dos fornecedores cadastrados e habilitados junto
à organização pelo subsistema de Cadastro. Após a concretização da compra, o
subsistema de Cadastro também fica responsável para providenciar, junto aos
fornecedores, o cumprimento do prazo de entrega contratual, iniciando o ciclo,
novamente, por ocasião do recebimento de material.
Todos esses subsistemas não
aparecem configurados na Administração de Materiais de qualquer organização. As
partes componentes desta função dependem do tamanho, do tipo e da complexidade
da organização, da natureza e de sua atividade-fim, e do número de itens do
inventário.
RESPONSABILIDADES
E ATRIBUIÇÕES DA ADM. DE MATERIAIS
a) suprir, através de
Compras, a empresa, de todos os materiais necessários ao seu funcionamento;
b) avaliar outras empresas
como possíveis fornecedores;
c) supervisionar os
almoxarifados da empresa;
d) controlar os estoques;
e) aplicar um sistema de
reaprovisionamento adequado, fixando Estoques Mínimos, Lotes Econômicos e
outros índices necessários ao gerenciamento dos estoques, segundo critérios
aprovados pela direção da empresa;
f) manter contato com as
Gerências de Produção, Controle de Qualidade, Engenharia de Produto, Financeira
etc.
g) estabelecer sistema de
estocagem adequado;
h) coordenar os inventários
rotativos.
Objetivos Principais da Adm.
de Materiais
A Administração de Materiais
tem por finalidade principal assegurar o contínuo abastecimento de artigos
necessários para comercialização direta ou capaz de atender aos serviços
executados pela empresa.
As empresas objetivam
diminuir os custos operacionais para que elas e seus produtos possam ser
competitivos no mercado.
Mais especificamente, os
materiais precisam ser de qualidade produtiva para assegurar a aceitação do
produto final. Precisam estar na empresa prontos para o consumo na data
desejada e com um preço de aquisição acessível, a fim de que o produto possa
ser competitivo e assim, dar à empresa um retorno satisfatório do capital investido.
Segue os principais
objetivos da área de Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais:
a) Preço Baixo -
este é o objetivo mais óbvio e, certamente um dos mais importantes. Reduzir o
preço de compra implica em aumentar os lucros, se mantida a mesma qualidade;
b) Alto Giro de
Estoques - implica em melhor utilização do capital, aumentando o retorno
sobre os investimentos e reduzindo o valor do capital de giro;
c) Baixo Custo de
Aquisição e Posse - dependem fundamentalmente da eficácia das áreas de
Controle de Estoques, Armazenamento e Compras;
d) Continuidade de
Fornecimento - é resultado de uma análise criteriosa quando da escolha dos
fornecedores. Os custos de produção, expedição e transportes são afetados
diretamente por este item;
e) Consistência de
Qualidade - a área de materiais é responsável apenas pela qualidade de
materiais e serviços provenientes de fornecedores externos. Em algumas empresas
a qualidade dos produtos e/ou serviços constituem-se no único objetivo da
Gerência de Materiais;
f) Despesas com
Pessoal - obtenção de melhores resultados com a mesma despesa ou, mesmo
resultado com menor despesa - em ambos os casos o objetivo é obter maior lucro
final. “ As vezes compensa investir mais em pessoal porque pode-se alcançar com
isto outros objetivos, propiciando maior benefício com relação aos custos “;
g) Relações Favoráveis
com Fornecedores - a posição de uma empresa no mundo dos negócios é, em
alto grau determinada pela maneira como negocia com seus fornecedores;
h) Aperfeiçoamento de
Pessoal - toda unidade deve estar interessada em aumentar a aptidão de seu
pessoal;
i) Bons
Registros - são considerados como o objetivo primário, pois contribuem
para o papel da Administração de Material, na sobrevivência e nos lucros da
empresa, de forma indireta.
TERMINOLOGIAS
UTILIZADAS
a) Artigo ou
Item - designa qualquer material, matéria-prima ou produto acabado que
faça parte do estoque;
b) Unidade -
identifica a medida, tipo de acondicionamento, características de apresentação
física ( caixa, bloco, rolo, folha, litro, galão, resma, vidro, peça,
quilograma, metro, .... );
c) Pontos de
Estocagem - locais aonde os itens em estoque são armazenados e sujeitos ao
controle da administração;
d) Estoque -
conjunto de mercadorias, materiais ou artigos existentes fisicamente no
almoxarifado à espera de utilização futura e que permite suprir regularmente os
usuários, sem causar interrupções às unidades funcionais da organização;
e) Estoque Ativo ou
Normal - é o estoque que sofre flutuações quanto a quantidade, volume,
peso e custo em conseqüência de entradas e saídas;
f) Estoque Morto ou
Inativo - não sofre flutuações, é estático;
g) Estoque Empenhado ou
Reservado - quantidade de determinado item, com utilização certa,
comprometida previamente e que por alguma razão permanece temporariamente em
almoxarifado. Está disponível somente para uma aplicação ou unidade funcional
específica;
h) Estoque de
Recuperação - quantidades de itens constituídas por sobras de retiradas de
estoque, salvados ( retirados de uso através de desmontagens) etc., sem
condições de uso, mas passíveis de aproveitamento após recuperação, podendo vir
a integrar o Estoque Normal ou Estoque de Materiais Recuperados, após a
obtenção de sua condições normais;
i) Estoque de
Excedentes, Obsoletos ou Inservíveis - constitui as quantidades de itens
em estoque, novos ou recuperados, obsoletos ou inúteis que devem ser
eliminados. Constitui um Estoque Morto;
j) Estoque
Disponível - é a quantidade de um determinado item existente em estoque, livre
para uso;
k) Estoque
Teórico - é o resultado da soma do disponível com a quantidade pedida,
aguardando o fornecimento;
l) Estoque
Mínimo: é a menor quantidade de um artigo ou item que deverá existir em
estoque para prevenir qualquer eventualidade ou emergência ( falta ) provocada
por consumo anormal ou atraso de entrega;
m) Estoque Médio,
Operacional: é considerado como sendo a metade da quantidade necessária para um
determinado período mais o Estoque de Segurança;
n) Estoque Máximo: é a
quantidade necessária de um item para suprir a organização em um período
estabelecido mais o Estoque de Segurança;
o) Ponto de Pedido,
Limite de Chamada ou Ponto de Ressuprimento: é a quantidade de item de estoque
que ao ser atingida requer a análise para ressuprimento do item;
p) Ponto de Chamada de
Emergência: é a quantidade que quando atingida requer medidas especiais para
que não ocorra ruptura no estoque. Normalmente é igual a metade do Estoque
Mínimo;
q) Ruptura de Estoque:
ocorre quando o estoque de determinado item zera ( E = 0 ). A continuação das
solicitações e o não atendimento a caracteriza;
r) Frequência - é
o número de vezes que um item é solicitado ou comprado em um determinado
período;
s) Quantidade a
Pedir - é a quantidade de um item que deverá ser fornecida ou comprada;
t) Tempo de Tramitação
Interna: é o tempo que um documento leva, desde o momento em que é emitido até
o momento em que a compra é formalizada;
u) Prazo de Entrega:
tempo decorrido da data de formalização do contrato bilateral de compra até a
data de recebimento da mercadoria;
v) Tempo de Reposição,
Ressuprimento: tempo decorrido desde a emissão do documento de compra (
requisição ) até o recebimento da mercadoria;
w) Requisição ou Pedido
de Compra - documento interno que desencadeia o processo de compra;
x) Coleta ou Cotação de
Preços: documento emitido pela unidade de Compras, solicitando ao fornecedor
Proposta de Fornecimento. Esta Coleta deverá conter todas as especificações que
identifiquem individualmente cada item;
y) Proposta de
Fornecimento - documento no qual o fornecedor explicita as condições nas
quais se propõe a atender (preço, prazo de entrega, condições de pagamento
etc);
z) Mapa Comparativo de
Preços - documento que serve para confrontar condições de fornecimento e
decidir sobre a mais viável;
aa) Contato, Ordem ou
Autorização de Fornecimento: documento formal, firmado entre comprador e
fornecedor, que juridicamente deve garantir a ambos (fornecimento x pagamento);
bb) Custo Fixo:- é o
custo que independe das quantidades estocadas ou compradas ( mão-de-obra,
despesas administrativas, de manutenção etc. );
cc) Custo
Variável - existe em função das variações de quantidade e de despesas
operacionais;
dd) Custo de Manutenção
de Estoque, Posse ou Armazenagem: são os custos decorrentes da existência do
item ou artigo no estoque. Varia em função do número de vezes ou da quantidade
comprada;
ee) Custo de Obtenção
de Estoque, do Pedido ou Aquisição: é constituído pela somatória de todas as
despesas efetivamente realizadas no processamento de uma compra. Varia em
função do número de pedidos emitidos ou das quantidades compradas.
ff) Custo Total: é o
resultado da soma do Custo Fixo com o Custo de Posse e o Custo de Aquisição;
gg) Custo Ideal: é
aquele obtido no ponto de encontro ou interseção das curvas dos Custos de Posse
e de Aquisição. Representa o menor valor do Custo Total.
FLUXO DAS ATIVIDADES
Analisando o esquema acima,
percebemos a relação de interdependência.
- Análise de mercado ou
necessidade de produção: permite avaliar a capacidade de consumo.
- Análise econômico
financeira: é através dela que se analisa a capacidade empresarial, as despesas
e a lucratividade, visualizando assim as possibilidades de investimento.
- Programação e
controle de estoque: consiste em definir o estoque ideal para as necessidades
da empresa, e o controle visa, rapidez de atendimento, menor aplicação do
capital de giro, possibilidades de rotatividade do estoque, etc.
- Compras: A função de
compras é um segmento essencial do departamento de materiais ou suprimentos,
que tem por finalidade suprir as necessidades de materiais ou serviços,
planejá-las quantitativamente e satisfazê-las no momento certo com as
quantidades corretas, verificar se recebeu efetivamente o que foi comprado e providenciar
armazenamento.
Os objetivos básicos de uma
seção de compras são:
A) Comprar materiais e
insumos aos menores preços, obedecendo padrões de qualidade e quantidade;
B) Procurar sempre dentro de
uma negociação justa e honesta as melhores condições para a empresa,
principalmente as de pagamento.
Para efetuar uma boa compra,
a empresa deve seguir certos mandamentos que incluem a verificação de prazos,
preços, qualidade e volume. Deve-se manter cadastros de fornecedores,
analisá-los, fazer uma seleção e procurar ter uma bom relacionamento com o
mercado fornecedor.
Entre as caracteristicas
básicas de um sistema adequado de compras, podemos destacar:
A) Sistema de compras a
três cotações: Tem por finalidade partir de um número mínimo de cotações para
encorajar novos competidores. A préseleção dos concorrentes qualificados evita
o dispêndio de tempo com um grande número de fornecedores.
B) Sistema de preços
objetivos: O conhecimento prévio do preço justo, além de ajudar nas decisões do
comprador, proporciona uma verificação dupla no sistema de cotações. Pode ainda
ajudar os fornecedores a serem competitivos, mostrando-lhes que seus preços
estão fora de concorrência.
C) Duas ou mais
aprovações: No mínimo duas pessoas estão envolvidas em cada decisão da escolha
do fornecedor. Isto estabelece uma defesa dos interesses da empresa pela
garantia de um melhor julgamento, protegendo o comprador ao possibilitar
revisão de uma decisão individual.
D) Documentação
escrita: Documentação anexa ao pedido, possibilita no ato da Segunda
assinatura, o exame de cada fase de negociação, permite revisão e estará sempre
disponível junto ao processo de compra para esclarecer qualquer dúvida
posterior.
A
GESTÃO DE ESTOQUE
A gestão de estoque é,
basicamente, o ato de gerir recursos ociosos possuidores de valor econômico e
destinado ao suprimento das necessidades futuras de material, numa organização.
Os investimentos não são
dirigidos por uma organização somente para aplicações diretas que produzam
lucros, tais como os investimentos em máquinas e em equipamentos destinados ao
aumento da produção e, conseqüentemente, das vendas.
Outros tipos de
investimentos, aparentemente, não produzem lucros. Entre estes estão as
inversões de capital destinadas a cobrir fatores de risco em circunstâncias
imprevisíveis e de solução imediata. É o caso dos investimentos em estoque, que
evitam que se perca dinheiro em situação potencial de risco presente. Por
exemplo, na falta de materiais ou de produtos que levam a não realização de
vendas, a paralisação de fabricação, a descontinuidade das operações ou
serviços etc., além dos custos adicionais e excessivos que, a partir destes
fatores, igualam, em importância estratégica e econômica, os investimentos em
estoque aos investimentos ditos diretos.
Porém, toda a aplicação de
capital em inventário priva de investimentos mais rentáveis uma organização
industrial ou comercial. Numa organização pública, a privação é em relação a
investimentos sociais ou em serviços de utilidade pública.
A gestão dos estoques visa,
portanto, numa primeira abordagem, manter os recursos ociosos expressos pelo
inventário, em constante equilíbrio em relação ao nível econômico ótimo dos
investimentos. E isto é obtido mantendo estoques mínimos, sem correr o risco de
não tê-los em quantidades suficientes e necessárias para manter o fluxo da
produção da encomenda em equilíbrio com o fluxo de consumo.
A
NATUREZA DOS ESTOQUES
Estoque é a composição de
materiais - materiais em processamento, materiais semi-acabados, materiais
acabados - que não é utilizada em determinado momento na empresa, mas que
precisa existir em função de futuras necessidades. Assim, o estoque constitui
todo o sortimento de materiais que a empresa possui e utiliza no processo de
produção de seus produtos/serviços.
Os estoques podem ser
entendidos ainda, de forma generalizada, como certa quantidade de itens
mantidos em disponibilidade constante e renovados, permanentemente, para
produzir lucros e serviços. São lucros provenientes das vendas e serviços, por
permitirem a continuidade do processo produtivo das organizações.
Representam uma necessidade
real em qualquer tipo de organização e, ao mesmo tempo, fonte permanente de
problemas, cuja magnitude é função do porte, da complexidade e da natureza das
operações da produção, das vendas ou dos serviços.
A manutenção dos estoques
requer investimentos e gastos muitas vezes elevados.
Evitar sua formação ou,
quando muito, tê-los em número reduzido de itens e em quantidades mínimas, sem
que, em contrapartida, aumente o risco de não ser satisfeita a demanda dos
usuários ou dos consumidores em geral, representa um ideal conflitante com a
realidade do dia-a-dia e que aumenta a importância da sua gestão.
A acumulação de estoques em
níveis adequados é uma necessidade para o normal funcionamento do sistema
produtivo. Em contrapartida, os estoques representam um enorme investimento
financeiro. Deste ponto de vista, os estoques constituem um ativo circulante
necessário para que a empresa possa produzir e vender com um mínimo risco de
paralisação ou de preocupação. Os estoques representam um meio de investimento
de recursos e podem alcançar uma respeitável parcela dos ativos totais da
empresa. A administração dos estoques apresenta alguns aspectos financeiros que
exigem um estreito relacionamento com a área de finanças, pois enquanto a
Administração de Materiais está voltada para a facilitação do fluxo físico dos
materiais e o abastecimento adequado à produção e a vendas, a área financeira
está preocupada com o lucro, a liquidez da empresa e a boa aplicação dos
recursos empresariais.
A incerteza de demanda
futura ou de sua variação ao longo do período de planejamento; da
disponibilidade imediata de material nos fornecedores e do cumprimento dos
prazos de entrega; da necessidade de continuidade operacional e da remuneração
do capital investido, são as principais causas que exigem estoques
permanentemente à mão para o pronto atendimento do consumo interno e/ou das
vendas. Isto mantém a paridade entre esta necessidade e as exigências de capital
de giro.
É essencial, entretanto,
para a compreensão mais nítida dos estoques, o conhecimento das principais
funções que os mesmos desempenham nos mais variados tipos de organização, e que
conheçamos as suas diferentes espécies. Ter noção clara das diversas naturezas
de inventário, dentro do estudo da Administração de Material, evita distorções
no planejamento e indica à gestão a forma de tratamento que deve ser dispensado
a cada um deles, além de evitar que medidas corretas, aplicadas ao estoque errado,
levem a resultados desastrosos, sobretudo, se considerarmos que, à vezes,
consideráveis montantes de recursos estão vinculados a determinadas modalidades
de estoque.
Cada espécie de inventário
segue comportamentos próprios e sofre influências distintas, embora se
sujeitando, em regra, aos mesmos princípios e às mesmas estruturas de controle.
Assim, por exemplo, os estoques destinados à venda são sensíveis às
solicitações impostas pelo mercado e decorrentes das alterações da oferta e
procura e da capacidade de produção, enquanto os destinados ao consumo interno
da empresa são influenciados pelas necessidades contínuas da produção,
manutenção, das oficinas e dos demais serviços existentes.
Já outras naturezas de
estoque podem apresentar características bem próprias que, não estão sujeitas a
influência alguma. É o caso dos estoques de sucata, não destinada ao
reprocessamento ou beneficiamento e formados de refugos de fabricação ou de
materiais obsoletos e inservíveis destinados à alienação e outros fins. Em uma
indústria, estes estoques podem vir a formar-se aleatoriamente, ao longo do
tempo, caracterizando-se como contingências de armazenagem. Acabam
representando, mesmo, para algumas organizações, verdadeiras fontes de receitas
( extra-operacional ), enquanto os estoques destinados ao consumo interno
constituem-se, tão somente, em despesas. Entretanto, esta divisão por si só,
pode trazer dúvidas a partir da definição da natureza de cada um destes
estoques. Se entendermos por produto acabado todo material resultante de um
processo qualquer de fabricação, e por matérias-primas todo elemento bruto
necessário ao fabrico de alguma coisa, perdendo as suas características físicas
originais, mediante o processo de transformação a que foi submetido, podemos
dizer, por exemplo, que a terra adubada, o cimento, a areia de fundição
preparada com a bentonita, o melaço e outros produtos que são misturados a ela
para dar maior consistência aos moldes que receberão o aço derretido para a
confecção de peças constituem-se em produtos acabados para seus fabricantes, e
em matérias-primas para seus consumidores que os utilizarão na fabricação de
outros produtos.
Do mesmo modo, a terra, a
argila, o melaço e a areia, em seu estado natural, podem constituir-se em
insumos básicos de produção ou em produtos acabados, dependendo da finalidade
ou do uso destes itens para a empresa. As porcas, as arruelas, os parafusos
etc., empregados na montagem de um equipamento, por exemplo, são produtos
semi-acabados para o montador, mas, para o fabricante que os vendeu, trata-se
de produtos-finais.
Diante dos exemplos
apresentados, surge, naturalmente, outra classificação: estoques de venda e de
consumo interno. Para uma indústria, os produtos de sua fabricação integrarão
os estoques de venda e, para outra, que os utilizará na produção de outro bem,
integrarão os estoques de material de consumo. Por sua vez, o estoque de venda
pode desdobrar-se em estoque de varejo e de atacado. O estoque de consumo pode
subdividir-se em estoque de material específico e geral. Este último pode
desdobrarse, ainda, em estoque de artigos de escritório, de limpeza e
conservação etc.
Temos assim, diferentes
maneiras de se distinguir os estoques, considerando a natureza, finalidade, uso
ou aplicação etc. dos materiais que os compõem. O importante, todavia, nestas
classificações, que procuram mostrar os diferentes tipos de estoque e o que
eles representam para cada empresa, é que elas servem de subsídios valiosos
para a (o): configuração de um sistema de material; estruturação dos
almoxarifados; estabelecimento do fluxo de informação do sistema;
estabelecimento de uma classificação de material; política de centralização e
descentralização dos almoxarifados; dimensionamento das áreas de armazenagem;
planejamento na forma de controle físico e contábil.
FUNÇÕES
E CLASSIFICAÇÕES DE ESTOQUE
As principais funções do
estoque são:
a) Garantir o abastecimento
de materiais à empresa, neutralizando os efeitos de:
- demora ou atraso no
fornecimento de materiais;
- sazonalidade no suprimento;
- riscos de dificuldade no
fornecimento.
b) Proporcionar economias de
escala:
- através da compra ou
produção em lotes econômicos;
- pela flexibilidade do
processo produtivo;
- pela rapidez e eficiência no
atendimento às necessidades.
Os estoques constituem um
vínculo entre as etapas do processo de compra e venda - no processo de
comercialização em empresas comerciais - e entre as etapas de compra,
transformação e venda - no processo de produção em empresas industrias. Em
qualquer ponto do processo formado por essas etapas, os estoques desempenham um
papel importante na flexibilidade operacional da empresa. Funcionam como
amortecedores das entradas e saídas entre as duas etapas dos processos de
comercialização e de produção, pois minimizam os efeitos de erros de
planejamento e as oscilações inesperadas de oferta e procura, ao mesmo tempo em
que isolam ou diminuem as interdependências das diversas partes da organização
empresarial.
CLASSIFICAÇÃO DE ESTOQUES
Estoques de Matérias-Primas (MPs)
Os estoques de MPs
constituem os insumos e materiais básicos que ingressam no processo produtivo
da empresa. São os ítens iniciais para a produção dos produtos/serviços da
empresa.
Estoques de Materiais em Processamento ou em Vias
Estoques de Materiais em Processamento ou em Vias
Os estoques de materiais em
processamento - também denominados materiais em vias - são constituídos de
materiais que estão sendo processados ao longo das diversas seções que compõem
o processo produtivo da empresa. Não estão nem no almoxarifado - por não serem
mais MPs iniciais - nem no depósito - por ainda não serem Pas. Mais adiante
serão transformadas em Pas.
Estoques de Materiais
Semi-acabados
Os estoques de materiais
semi-acabados referem-se aos materiais parcialmente acabados, cujo
processamento está em algum estágio intermediário de acabamento e que se
encontram também ao longo das diversas seções que compõem o processo produtivo.
Diferem dos materiais em processamento pelo seu estágio mais avançado, pois se
encontram quase acabados, faltando apenas mais algumas etapas do processo produtivo
para se transformarem em materiais acabados ou em PAs.
Estoques de Materiais
Acabados ou Componentes
Os estoques de materiais
acabados - também denominados componentes - referem-se a peças isoladas ou
componentes já acabados e prontos para serem anexados ao produto. São, na
realidade, partes prontas ou montadas que, quando juntadas, constituirão o PA.
Estoques de Produtos
Acabados (Pas)
Os Estoques de Pas se
referem aos produtos já prontos e acabados, cujo processamento foi completado
inteiramente. Constituem o estágio final do processo produtivo e já passaram
por todas as fases, como MP, materiais em processamento, materiais
semi-acabados, materiais acabados e Pás.
CONTROLE
DE ESTOQUES
O objetivo básico do
controle de estoques é evitar a falta de material sem que esta diligência
resulte em estoque excessivos às reais necessidades da empresa.
O controle procura manter os
níveis estabelecidos em equilíbrio com as necessidades de consumo ou das vendas
e os custos daí decorrentes. Para mantermos este nível de água, no tanque, é
preciso que a abertura ou o diâmetro do ralo permita vazão proporcional ao
volume de água que sai pela torneira. Se fecharmos com o ralo destampado,
interrompendo, assim, o fornecimento de água, o nível, em unidades volumétricas,
chegará, após algum tempo, a zero. Por outro lado, se a mantivermos aberta e
fecharmos o ralo, impedindo a vazão, o nível subirá até o ponto de transbordar.
Ou, se o diâmetro do raio permite a saída da água, em volume maior que a
entrada no tanque, precisaremos abrir mais a torneira, permitindo o fluxo maior
para compensar o excesso de escapamento e evitar o esvaziamento do tanque.
De forma semelhante, os
níveis dos estoques estão sujeitos à velocidade da demanda. Se a constância da
procura sobre o material for maior que o tempo de ressuprimento, ou estas
providências não forem tomadas em tempo oportuno, a fim de evitar a interrupção
do fluxo de reabastecimento, teremos a situação de ruptura ou de esvaziamento
do seu estoque, com prejuízos visíveis para a produção, manutenção, vendas etc.
Se, em outro caso, não
dimensionarmos bem as necessidades do estoque, poderemos chegar ao ponto de
excesso de material ou ao transbordamento dos seus níveis em relação à demanda
real, com prejuízos para a circulação de capital.
O equilíbrio entre a demanda
e a obtenção de material, onde atua , sobretudo, o controle de estoque, é um
dos objetivos da gestão.
FUNÇÕES DO CONTROLE DE ESTOQUE
Para organizar um setor de controle de estoques, inicialmente devemos descrever suas funções principais que são:
a) determinar "o que" deve permanecer em estoque. Número de itens;
b) determinar
"quando" se devem reabastecer os estoques. Periodicidade;
c) determinar
"quanto" de estoque será necessário para um período predeterminado; quantidade
de compra;
d) acionar o Depto de
Compras para executar aquisição de estoque;
e) receber, armazenar e
atender os materiais estocados de acordo com as necessidades;
f) controlar os estoques em
termos de quantidade e valor, e fornecer informações sobre a posição do
estoque;
g) manter inventários
periódicos para avaliação das quantidades e estados
dos materiais estocados;
dos materiais estocados;
h) identificar e retirar do
estoque os itens obsoletos e danificados.
CLASSIFICAÇÃO
ABC
A curva ABC é um importante
instrumento para o administrador; ela permite identificar aqueles itens que
justificam atenção e tratamento adequados quanto à sua administração. Obtém-se
a curva ABC através da ordenação dos itens conforme a sua importância relativa.
Verifica-se, portanto, que,
uma vez obtida a seqüência dos itens e sua classificação ABC, disso resulta
imediatamente a aplicação preferencial das técnicas de gestão administrativas,
conforme a importância dos itens.
A curva ABC tem sido usada
para a administração de estoques, para definição de políticas de vendas,
estabelecimento de prioridades para a programação da produção e uma série de
outros problemas usuais na empresa.
Após os itens terem sido
ordenados pela importância relativa, as classes da curva ABC podem ser
definidas das seguintes maneiras:
Classe A: Grupo de itens
mais importante que devem ser trabalhados com uma atenção especial pela
administração.
Classe B: Grupo
intermediário.
Classe C: Grupo de itens
menos importantes em termos de movimentação, no entanto, requerem atenção pelo
fato de gerarem custo de manter estoque.
A classe "A" são
os itens que nesse caso dão a sustentação de vendas, podemos perceber que
apenas 20% dos itens corresponde a 80% do faturamento.(alta rotatividade).
A classe “B” responde por
30% dos itens em estoque e 15% do faturamento.(rotatividade média).
A classe "C"
compreende a sozinha 50% dos itens em estoque, respondendo por apenas 5% do
faturamento.
MONTAGEM
DA CURVA ABC
- Relacionar os itens analisados no período que estiver sendo analisado;
- Número ou referencia do
produto;
- Nome do produto;
- Preços unitário
atualizado;
- Valor total do consumo;
- Arrume os itens em ordem
decrescente de valor;
- Some o total do
faturamento;
- Defina os itens da classe
"A" = 80% do faturamento;
- Fat. Classe "A" = Fat. Total x 80;
_____________
100
- Defina os itens da classe "B" = 15% do faturamento;
- Defina os itens da classe "C" = 5% do faturamento;
- Após conhecidos esses valores define-se os itens de cada classe.
100
- Defina os itens da classe "B" = 15% do faturamento;
- Defina os itens da classe "C" = 5% do faturamento;
- Após conhecidos esses valores define-se os itens de cada classe.
NÍVEIS
DE ESTOQUE
Curva dente de serra
A apresentação da movimentação (entrada e saída) de uma peça dentro de um sistema de estoque.
O ciclo acima representado
será sempre repetitivo e constante se:
a) não existir alteração de
consumo durante o tempo T;
b) não existirem falhas adm.
que provoquem um esquecimento ao solicitar compra;
c) o fornecedor nunca atrasar;
c) o fornecedor nunca atrasar;
d) nenhuma entrega do
fornecedor for rejeitada pelo controle de qualidade.
Como sabemos essa condição
realmente não ocorre para isso devemos prever essas possíveis falhas na
operação.
TEMPO
DE REPOSIÇÃO; PONTO DE PEDIDO
a) emissão do pedido - Tempo
que se leva desde a emissão do pedido de compras até ele chegar ao fornecedor;
b) preparação do pedido -
Tempo que leva o fornecedor para fabricar os produtos, separar, emitir
faturamento e deixá-los em condições de serem transportados.
c) Transportes - Tempo que
leva da saída do fornecedor até o recebimento pela empresa dos materiais
encomendados.
Sistema de Máximos Mínimos
É utilizado quando há muita
dificuldade para determinar o consumo ou quando ocorre variação no tempo de
reposição. Esse sistema consiste em estimar os estoques máximos (Emax) e mínimo
(Emin) para cada ítem, em função de uma expectativa de consumo previsto para
determinado período de tempo. A partir daí, calcula-se o ponto de pedido (PP).
Estoque mínimo é uma
quantidade em estoque que, quando atingida, determina a necessidade de
encomendar um novo lote de material. O Emin é igual ao estoque de reserva (Er)
mais o consumo médio do material multiplicado pelo tempo de espera médio, em
dias, para sua reposição.
Emin = Er + dt
Onde:
d = consumo médio do material;
d = consumo médio do material;
t = tempo de espera médio,
em dias, para reposição do material;
O Er, ou de segurança, é uma
quantidade morta em estoque que somente é consumida em caso de extrema
necessidade. Destina-se cobrir eventuais atrasos e garantir a continuidade do
abastecimento da produção, sem o risco de falta de material, que provoca o
custo da ruptura, isto é, o custo de paralisação da produção.
Emax = Emin + lote de compra
Ponto de pedido (PP) é uma
quantidade de estoque que, quando atingida, deverá provocar um novo pedido de
compra.
Intervalo de reposição (IR),
é o período de tempo entre duas reposições de material. È o intervalo de tempo
entre dois PPs.
CUSTO DE PEDIDO (B)
Chamaremos de B o custo de um pedido de compra. Para calcularmos o custo anual de todos os pedidos colocados no período de um ano é necessário multiplicar o custo de cada pedido pelo número de vezes que, em um ano, foi processado.
Se (N) for o número de
pedidos efetuados durante um ano, o resultado será:
B x N = custo total de
pedidos (CTA)
O total das despesas que
compõe o CTA é:
Mão-de-obra - para emissão e
processamento;
b) Material- utilizado na confecção do pedido (papel, etc);
Custos indiretos - despesas
ligadas indiretamente com o pedido( telefone, luz, etc).
Após apuração anual destas
empresas teremos o custo total anual dos pedidos. Para calcular o custo
unitário é só dividir o CTA pelo número total anual de pedidos.
B = CTA = Custo unitário do
pedido
N
- Método para cálculo do
custo do pedido:
1) Mão de obra : Salários e
encargos + honorários do pessoal envolvido, anual;
2) Material: Papel, caneta,
envelope, material de informática, etc, anual;
3) Custos indiretos:
Telefone, luz, correios, reprodução, viagens, custo de área ocupada, servidor
de Internet, etc, anual.
CUSTO
DE ARMAZENAGEM (I)
Para calcular o custo de
armazenagem de determinado material, podemos utilizar a seguinte expressão:
Custo de armazenagem = Q/2 x
T x P x I
Onde:
Q = Quantidade de material
em estoque no tempo considerado
P = Preço unitário do
material
I = Taxa de armazenamento,
expressa geralmente em termos de porcentagem do custo unitário.
T = Tempo considerado de
armazenagem
TAXA DE ARMAZENAMENTO
Taxa de retorno de capital
Ia = 100 x lucro
Valor estoques
b) Taxa de armazenamento físico
Ib = 100 x S xA
C x P
Onde:
S = área ocupada pelo
estoque
A = custo anual do m² de
armazenamento
C = consumo anual
P = preço unitário
c) Taxa de seguro
Ic = 100 x custo anual do seguro
Valor estoque + edifícios
d) Taxa de transporte,
manuseio e distribuição
Id = 100 x depreciação anual do equipamento
Valor do estoque
e) Taxa de obsolescência
Ie = 100 x perdas anuais por obsolescência
Valor do estoque
f) Outras taxas (água, luz...)
If = 100 x despesas anuais
Valor do estoque
Conclui-se então, que a taxa
de armazenamento é:
I = Ia + Ib + Ic + Id + Ie + If
Em virtude de sua grande importância, este tempo deve ser determinado de modo mais realista possível, pois as variações ocorridas durante esse tempo podem alterar toda a estrutura do sistema de estoques.
DETERMINAÇÃO DO PONTO DE PEDIDO (PP).
PP = C x TR + E.min
Onde:
PP = Ponto de pedido
C = Consumo médio mensal /
dia
TR = Tempo de reposição
E.min = Estoque mínimo
1- Emissão do pedido
2- Preparação do pedido
3- Transporte
ESTOQUE MÍNIMO
Emin = Er + C x TR
Onde:
d = consumo médio do
material;
t = tempo de espera médio,
em dias, para reposição do material;
ESTOQUE
MÍNIMO COM VARIAÇÃO.
E.min = T1 x (C2 - C1) + C2 x T4
Onde :
T1 = Tempo para o consumo.
C1 = Consumo normal mensal
C2 = Consumo mensal maior
que o normal
T4 = Atraso no tempo de
reposição
Exemplo:
Um produto possui um consumo mensal de 55 unidades. Qual deverá ser o estoque mínimo se o consumo aumentar para 60 unidades, considerando que o atraso de reposição seja de 20 dias e o tempo de reposição é de 30 dias.
E.min = 1 x (60 - 55) + 60 x 0,67
E.min = 45,2 unidades ou
seja 46 unidades
LOTE
ECONÔMICO
O Lote Econômico ( Le ) é o
resultado de um procedimento matemático, através do qual a empresa adquire o
material necessário às suas atividades pelo seu custo mais baixo. Essa prática
torna possível diluir os custos fixos entre muitas unidades e portanto, reduzir
o custo unitário. Isso, porém, não se consegue de graça: - estoques são criados
e custam dinheiro.
Portanto, não se deve levar
tal procedimento muito longe, pois se as ordens de reposição se tornam muito
grandes, os estoques resultantes crescem além de certos limites e, os custos
tanto de capital como de manuseio, excedem as possíveis economias em custos de
transporte, produção e administração.
Deve-se procurar um tamanho
de lote que minimize o custo total anual.
Os elementos que influenciam
essa determinação são:
I- Taxa de custo ou de posse
A - Custo de aquisição ou de
compra
P- Preço unitário do item
D- Demanda anual
A fórmula, a seguir, se
encontra deduzida em vários livros:
Exemplo:
O consumo de determinada
peça é de 20.000 unidades por ano. O custo de armazenagem por peça e de $ 1,90
por ano e o custo de pedido é de $ 500,00.
Q = √ 2 BC = √ 2 x 500,00 x 20,000 = √ 10,5260315 = 3.245 peças
I
1,90
RESTRIÇÕES AO LOTE ECONÔMICO
1. Espaço de Armazenagem -
uma empresa que passa a adotar o método em seus estoques, pode deparar-se com o
problema de falta de espaço, pois, às vezes, os lotes de compra recomendados
pelo sistema não coincidem com a capacidade de armazenagem do almoxarifado;
2. Variações do Preço de
Material - Em economias inflacionarias, calcular e adquirir a quantidade ideal
ou econômica de compra, com base nos preços atuais para suprir o dia de amanhã,
implicaria, de certa forma, refazer os cálculos tantas vezes quantas fossem as
alterações de preços sofridas pelo material ao longo do período, o que não se
verifica , com constância, nos países de economia relativamente estável, onde o
preço permanece estacionário por períodos mais longos;
3. Dificuldade de Aplicação - Esta dificuldade decorre, em grande parte, da falta de registros ou da dificuldade de levantamento dos dados de custos. Entretanto, com referência a este aspecto, erros, por maiores que sejam, na apuração destes custos não afetam de forma significativa o resultado ou a solução final. São poucos sensíveis à alterações razoáveis nos fatores de custo considerados. Estes são, portanto, sempre de precisão relativa;
4. Natureza do Material -
Pode vir a se constituir em fator de dificuldade. O material poderá tornar-se
obsoleto ou deteriorar-se;
5. Natureza de Consumo - A
aplicação do lote econômico de compra, pressupõe, em regra, um tipo, de demanda
regular e constante, com distribuição uniforme. Como isto nem sempre ocorre com
relação à boa parte dos itens, é possível que não consigamos resultados
satisfatórios ou esperados com os materiais cujo consumo seja de ordem
aleatória e descontínua.
Podemos, nestas circunstâncias, obter uma quantidade pequena que inviabilize a sua utilização.
ADMINISTRAÇÃO
DOS SERVIÇOS DE COMPRAS
NOÇÕES
FUNDAMENTAIS DE COMPRAS
"A arte de comprar está
se tornando cada vez mais uma profissão e cada vez menos um jogo de
sorte".
"Em muitos casos não é
o custo que determina o preço de venda, mas o inverso. O preço de venda
necessário determina qual deve ser o custo. Qualquer economia, resultando em
redução de custo de compra, que é uma parte de despesa de operação de uma
industria, é 100% lucro. Os lucros das compras são líquidos".
(HENRY FORD)
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Embora todos saibamos
comprar, em função do cotidiano de nossas vidas, é imprescindível a
conceituação da atividade, que significa procurar e providenciar a entrega de
materiais, na qualidade especificada e no prazo necessário, a um preço justo,
para o funcionamento, a manutenção ou a ampliação da empresa.
CONCEITO
DE COMPRA
É a função responsável pela
obtenção do material no mercado fornecedor, interno ou externo, através da mais
correta tradução das necessidades em termos de fornecedor/requisitante.
É ainda, a unidade
organizacional que, agindo em nome das atividades requisitantes, compra o
material certo1, ao preço certo2, na hora certa3, na quantidade certa4 e da
fonte certa5.
MATERIAL
CERTO
É importante que o comprador
esteja em situação de certificar-se se o material comprado, de um fornecedor
está de acordo com o solicitado. O comprador deve, portanto, desenvolver um
“sentido técnico a fim de descobrir eventuais discrepâncias entre a cotações de
um fornecedor e as especificações da Requisição de Compras. O comprador deve
ter condições de reconhecer, em uma eventual alternativa de cotação, uma
economia do custo potencial ou a idéia de melhoria do produto. Evidentemente, em
tais circunstancias, a decisão final não será do comprador mas ele deve ter
habilidade para encaminhar aos setores requisitantes ou técnicos da empresa
essas sugestões.
Toda vez que uma requisição
não for suficientemente clara, o comprador deverá solicitar esclarecimentos ou,
se for o caso, devolvê-la a fim de que seja preenchida corretamente e de
maneira que transmita exatamente o que se deseja adquirir”.
Em hipótese alguma o
comprador deve der inicio a um processo de compras, sem ter idéia exata de que
quer comprar. Objetivando um melhor conhecimento do que vai comprar, o
comprador, sempre que possível, deverá entrar em contato cem os setores que
utilizam ou que vão utilizar o material ou serviço a ser adquirido, de que
maneira e se inteirar de todos os problemas e dificuldades que poderão ocorrer
ou ocorrem quando da utilização do item requisitado.
Em resumo: cada vez mais,
hoje em dia, o comprador deve ser um técnico.
PREÇO
CERTO
Nas grandes empresas,
subordinado a Compras, existe o Setor de Pesquisa e Análise de Compras. Sua
função é, entre outras, a de calcular o "preço objetivo" do item (com
base em desenhos e especificações) . O cálculo desse "preço objetivo"
é feito baseando-se no tempo de execução do item, na mão de obra direta, no
custo da matéria-prima com mão de obra média no mercado; a este valor deve-se
acrescentar um valor, pré-calculado, de mão de obra indireta. Ao valor
encontrado deve-se somar o lucro. Todos estes valores podem ser obtidos através
de valores médios do mercado, e do balanço e demonstrações de lucros e perdas
dos diversos fornecedores.
O "preço objetivo" é que vai servir de orientação ao comprador quando de uma concorrência. No julgamento da concorrência duas são as possíveis situações:
O "preço objetivo" é que vai servir de orientação ao comprador quando de uma concorrência. No julgamento da concorrência duas são as possíveis situações:
a) Preço muito mais alto do
que o "preço objetivo": nessas circunstâncias, eventualmente, o
comprador poderá chamar o fornecedor e solicitar esclarecimentos ou uma
justifica tive do preço. O fornecedor ou está querendo ter um lucro excessivo,
ou possui sistemas onerosos de fabricação ou um mau sistema de apropriação de
custos;
b) Preço muito mais baixo
que o "preço objetivo": o menor preço não significa hoje em dia, o
melhor negócio. Se o preço do fornecedor for muito mais baixo, dois podem ser
os motivos: 1) O fornecedor desenvolveu uma técnica de fabricação tal que
conseguiu diminuir seus custos;
2) O fornecedor não soube
calcular os seus custos e nessas circunstâncias dois problemas podem ocorrer:
ou ele não descobre os seus erros e fatalmente entrará em dificuldades
financeiras com possibilidades de interromper seu fornecimento, ou descobre o
erro e então solicita um reajuste de preço que, na maioria das vezes, poderá
ser maior que o segundo preço na concorrência original. Portanto, se o preço
for muito mais baixo que o preço objetivo, o fornecedor deve ser chamado, a fim
de prestar esclarecimentos. Deve-se sempre partir do princípio fundamental de
que toda empresa deve ter lucro, evidentemente um lucro comedido, e que,
portanto, não nos interessa que qualquer fornecedor tenha prejuízos. Se a
empresa não tiver condições de determinar esse preço objetivo, pelo menos, o
comprador deve abrir a concorrência tendo uma idéia de que vai encontrar pela
frente. Nessas circunstâncias, ele deve tomar como base ou o último preço, ou,
se o item for um item novo, deverá fazer uma pesquisa preliminar de preços.
Em resumo: nunca o comprador
deve dar início a uma concorrência, sem ter uma idéia do que vai receber como
propostas.
HORA CERTA
O desenvolvimento industrial
atual e o aumente cada vez maior do numero de empresas de produção em série,
torna o tempo de entrega, ou os prazos de entrega, um dos fatores mais
importantes no julgamento de uma concorrência. As diversas flutuações de preços
do mercado e o perigo de estoques excessivos fazem cem que e comprador
necessite coordenar esses dois fatores da melhor maneira possível, a fim de
adquirir na hora certa o material para a empresa.
QUANTIDADE
CERTA
A quantidade a ser adquirida
é cada vez mais importante por ocasião da compra. Até pouco tempo atrás aumentava-se
a quantidade a ser adquirida objetivando melhorar e preço; entretanto outros
fatores como custo de armazenagem, capital investido em estoques etc., fizeram
com que maiores cuidados fossem tornados na determinação da quantidade certa ou
na quantidade mais econômica a ser adquirida. Para isso foram deduzidas
fórmulas matemáticas objetivando facilitar a determinação da quantidade a ser
adquirida.
Entretanto, qualquer que
seja, a fórmula ou método a ser adotado não elimina a decisão final da Gerência
de Compras com eventuais alterações destas quantidades devido as situações
peculiares do mercado.
FONTE
CERTA
De nada adiantará ao
comprador saber exatamente o material a adquirir, o preço certo, o prazo certo
e a quantidade certa, se não puder encontrar uma fonte de fornecimento que
possa agrupar todas as necessidades. A avaliação dos fornecedores e o
desenvolvimento de novas fontes de fornecimento são fatores fundamentais para o
funcionamento de compras. Devido a essas necessidades o comprador, exceto o
setor de vendas da empresa, é o elemento que mantém e deve manter o maior
número de contatos externos na busca cada vez mais intensa de ampliar o mercado
de fornecimento.
Importante é este item que
mais adiante vamos tratar com detalhes como escolher e selecionar novos
fornecedores.
FUNÇÃO
DE COMPRAS
A Função Compras é uma das
engrenagem do grande conjunto denominado Sistema Empresa ou Organização e deve
ser devidamente considerado no contexto, para que deficiências não venham a
ocorrer, provocando demoras onerosas, produção ineficiente, produtos
inferiores, o não cumprimento de promessas de entregas e clientes
insatisfeitos.
A competitividade no
mercado, quanto a vendas, e em grande parte, assim como a obtenção de lucros
satisfatórios, devida a realização de boas compras, e para que isto ocorra é
necessário que se adquira materiais ao mais baixo custo, desde que satisfaçam
as exigências de qualidade.
O custo de aquisição e o
custo de manutenção dos estoques de material devem, também, ser mantidos em um
nível econômico. Essas considerações elementares são a base de toda a função e
ciência de Compras.
A função Compras compreende:
- Cadastramento de
Fornecedores;
- Coleta de Preços;
- Definição quanto ao
transporte do material;
- Julgamento de Propostas;
- Diligenciamento do preço,
do prazo e da qualidade do material;
- Recebimento e Colocação da
Compra.
FLUXO
SINTÉTICO DE COMPRAS
1 Recebimento da Requisição
de Compras
2 Escolha dos Fornecedores
3 Consulta aos Fornecedores
4 Recebimento das Propostas
5 Montagem do Mapa
Comparativo de Preços
6 Análise das propostas e
escolha
7 Emissão do documento
contratual
8 Diligenciamento
9 Recebimento
OBJETIVO
DE COMPRAS
De uma maneira bastante
ampla, e que demonstra que a função compras não existe somente no momento da
compra propriamente dita, mas que a mesma possui uma maior amplitude,
envolvendo a tomada de decisões, procedendo a análises e, determinando ações
que antecedem ao ato final, podemos dizer que compras tem como objetivo
"comprar os materiais certos, com a qualidade exigida pelo produto, nas
quantidades necessárias, no tempo requerido, nas melhores condições de preço e
na fonte certa".
Para que estes objetivos
sejam atingidos, deve-se buscar alcançar as seguintes metas fundamentais:
1 - Atender o cronograma de
produção, através do fornecimento contínuo de materiais;
2 - Estocar ao mínimo, sem
comprometer a segurança da produção desde que
represente uma economia para a organização;
represente uma economia para a organização;
3 - Evitar multiplicidade de
itens similares, o desperdício, deterioração e obsolescência;
4 - Manter a qualidade dos
materiais conforme especificações;
5 - Adquirir os materiais a
baixo custo sem demérito a qualidade;
6 - Manter atualizado o
cadastro de fornecedores.
TIPOS
DE COMPRAS
Toda e qualquer ação de compra é precedida por um desejo de consumir algo ou investir. Existem pois, basicamente, dois tipos de compra:
- a compra para consumo e;
- a compra para
investimento.
1.6.1 Compra para investimento
Enquadram-se as compras de
bens e equipamentos que compõem o ativo da empresa (Recursos Patrimoniais).
COMPRAS PARA CONSUMO
São de matérias primas e
materiais destinados a produção, incluindo-se a parcela de material de
escritório. Algumas empresas denominam este tipo de aquisição como compras de
custeio.
As compras para consumo,
segundo alguns estudiosos do assunto, subdividem-se em:
- compras de materiais
produtivo e;
- compras de material
improdutivo.
MATERIAIS
PRODUTIVOS
São aqueles materiais que
integram o produto final, portanto, neste caso, matéria-prima e outros materiais
que fazem parte do produto, sendo que estes diferem de indústria - em função do
que é produzido.
MATERIAIS
IMPRODUTIVOS
São aqueles que, sendo
consumido normal e rotineiramente, não integram o produto, o que quer dizer que
é apenas material de consumo forçado ou de custeio.
Em função do local onde os
materiais estão sendo adquiridos, ou de suas origens, a compra pode ser
classificada como: Compras Locais ou Compras por Importação.
COMPRAS
LOCAIS
As atividades de compras
locais podem ser exercidas na iniciativa privada e no serviço público. A
diferença fundamental entre tais atividades é a formalidade no serviço público
e a informalidade na iniciativa privada, muito embora com procedimentos
praticamente idênticos, independentemente dessa particularidade. As Leis nº
8.666/93 e 8.883/94, que envolvem as licitações no serviço público, exigem
total formalidade. Seus procedimentos e aspectos legais serão detalhados em
Compras no Serviço Público.
COMPRAS
POR IMPORTAÇÃO
As compras por importação
envolvem a participação do administrador com especialidade em comércio
exterior, motivo pelo qual não cabe aqui nos aprofundarmos a esse respeito.
Seus procedimentos encontram-se expostos a contínuas modificações de
regulamentos, que compreendem, entre outras, as seguintes etapas:
a. Processamento de faturas
pro forma;
b. Processamento junto ao
Departamento de Comércio Exterior - DECEX - dos documentos necessários à
importação;
c. Compra de câmbio, para
pagamento contra carta de crédito irrevogável;
d. Acompanhamento das ordens
de compra (purchase order) no exterior;
e. Solicitação de averbações
de seguro de transporte marítimo e/ou aéreo;
f. Recebimento da mercadoria
em aeroporto ou porto;
g. Pagamento de direitos
alfandegários;
h. Reclamação à seguradora,
quando for o caso.
Quanto a formalização das
compras, as mesmas podem ser:
COMPRAS
FORMAIS
São as aquisições de
materiais em que é obrigatória a emissão de um documento de formalização de
compra. Estas compras são determinadas em função de valores pré - estabelecidos
e conforme o valor a formalidade e feita em graus diferentes.
COMPRAS
INFORMAIS
São compras que, por seu
pequeno valor, não justificam maior processamento burocrático.
Sequência Lógica de Compras
Para se comprar bem é
preciso conhecer as respostas de cinco perguntas, as quais irão compor a lógica
de toda e qualquer compra:
- O que
comprar? R. - Especificação / Descrição do Material
Esta pergunta deve ser
respondida pelo requisitante, que pode ou não ser apoiado por áreas técnicas ou
mesmo compras para especificar o material.
- Quanto e Quando
comprar? R.- É função direta da expectativa de consumo, disponibilidade
financeira, capacidade de armazenamento e prazo de entrega.
A maior parte das variáveis
acima deve ser determinada pelo órgão de material ou suprimento no setor
denominado gestão de estoques.
A disponibilidade financeira
deve ser determinada pelo orçamento financeiro da Empresa.
A capacidade de
armazenamento é limitada pela própria condição física da Empresa.
- Onde
comprar? R.- Cadastro de Fornecedores.
É de responsabilidade do
órgão de compras criar e manter um cadastro confiável (qualitativamente) e
numericamente adequado (quantitativa). Como suporte alimentador do cadastro de
fornecedores deve figurar o usuário de material ou equipamentos e logicamente
os próprios compradores.
- Como comprar? R.- Normas ou Manual de Compras da Empresa.
Estas Normas deverão
retratar praticamente a política de compras na qual se fundamenta a Empresa.
Originadas e definidas pela cúpula Administrativa deverão mostrar entre outras,
competência para comprar, contratação de serviços, tipos de compras, fórmulas
para reajustes de preços, formulários e rotinas de compras, etc.
- Outros Fatores
Além das respostas as
perguntas básicas o comprador deve procurar, através da sua experiência e
conhecimento, sentir em cada compra qual fator que a influencia mais, a fim de
que possa ponderar melhor o seu julgamento. Os fatores de maior influência na
compra são: Preço; Prazo; Qualidade; Prazos de Pagamento; Assistência Técnica.
CENTRALIZAÇÃO
DAS COMPRAS
Em quase todas as empresas
mantém-se um departamento separado para compras. A razão que as leve a proceder
assim diz respeito a custos e padronização, assim sendo, somente alguns
materiais são dele gados a aquisição, e estes são aqueles de uso mais
insignificante, em termos de custos, para a empresa, e que por essa razão não
sofrem maiores controles.
A empresa que atua em
diversos locais distintos não necessariamente deve centralizar compras em um
único local, neste caso procede-se uma analise e se a mesma for favorável
deve-se regionalizar as compras visando um atendimento mais rápido e um custo
menor de transporte.
O abastecimento centralizado
oferece as seguintes vantagens:
1 - Melhor aproveitamento
das verbas para compras;
A concentração das verbas
para compras aumenta o poder de barganha;
2 - Melhor controle por
parte da direção;
3 - Melhor aproveitamento de
pessoal;
4 - Melhoramento das
relações com fornecedores.
SELEÇÃO
DE FORNECEDORES
A escolha de um fornecedor é
uma das atividades fundamentais e prerrogativa exclusiva de compras. O bom
fornecedor é quem vai garantir que todas aquelas clausulas solicitadas, quando
de uma compra, sejam cumpridas. Deve o comprador procurar, de todas as
maneiras, aumentar o número de fornecedores em potencial a serem consultados,
de maneira que se tenha certeza de que o melhor negócio foi executado em
benefício da empresa. O número limitado de fornecedores a serem consultados,
constituem uma limitação das atividades de compras.
O processo de seleção das
fontes de fornecimento não se restringe a uma única ocasião, ou seja, quando e
necessária a aquisição de determinado material.
A atividade deve ser
exercida de forma permanente e contínua, através de várias etapas, entre as
quais selecionamos as seguintes:
ETAPA
1 - LEVANTAMENTO E PESQUISA DE MERCADO
Estabelecida a necessidade
da aquisição para determinado material, e necessário levantar e pesquisar
fornecedores em potencial. O levantamento poderá ser realizado através dos
seguintes instrumentos:
- Cadastro de Fornecedores
do órgão de Compras;
- Edital de Convocação;
- Guias Comerciais e
Industriais;
- Catálogos de Fornecedores;
- Revistas especializadas;
- Catálogos Telefônicos;
- Associações Profissionais
e Sindicatos Industriais.
ETAPA
2 - ANÁLISE E CLASSIFICAÇÃO
Compreende a análise dos
dados cadastrais do fornecedor e a respectiva classificação quanto aos tipos de
materiais a fornecer, bem como, a eliminação daqueles fornecedores que não
satisfizerem as exigências da empresa.
ETAPA
3 - AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
Esta etapa é efetuada pós -
cadastramento e nela faz-se o acompanhamento do fornecedor quanto ao
cumprimento do contratado, servindo não raras vezes como elemento de eliminação
das empresas fornecedoras.
COMPRAS
X CUSTOS INDUSTRIAIS
Modernamente a função de
compras tem sido desenvolvida dentro de um novo sistema de maturidade com
técnicas mais sofisticadas.
Um dos aspectos que devem
merecer muita atenção são os custos industriais que representam percentual
considerável na composição final do preço de venda.
CUSTO
INDUSTRIAL = CUSTO DE AQUISIÇÃO + CUSTO DE TRANSFORMAÇÃO.
O controle da eficiência dos
custos de transformação já são perfeitamente realizados através de técnicas
consagradas, entretanto o controle da eficiência de aquisição constitui um
problema de difícil equacionamento, principalmente em virtude de a atividade de
aquisição estar voltada para fora da empresa e sujeita a um sem-número de
fatores ainda não controláveis.
Muitos estudos têm mostrado
que os gastos relativos a compras em empresas de manufatura podem alcançar mais
de 50% da receita líquida.
ORGANIZAÇÃO
DO SERVIÇO DE COMPRAS
As compras podem ser
centralizadas ou não. O tipo de empreendimento é que vai definir a necessidade
de centralizar.
Uma prática muito usada é
ter um comitê de compras, em que pessoas de todas as áreas da empresa
participem das decisões.
As vantagens da
centralização dos serviços de compras são sempre postas em dúvida pelos
departamentos que necessitam de materiais. De modo geral, a centralização
apresenta aspectos realmente positivos, pela redução dos preços médios de
aquisição, apesar de, em certos tipos de compras, ser mais aconselhável à
aquisição descentralizada.
VANTAGENS
DE CENTRALIZAR:
visão do todo quanto à
organização do serviço;
poder de negociação para
melhoria dos níveis de preços obtidos dos fornecedores;
influência no mercado devido
ao nível de relacionamento com os fornecedores;
análise do mercado, com
eficácia, em virtude da especialização do pessoal no serviço de compras;
controle financeiro dos
compromissos assumidos pelas compras associado a um controle de estoques;
economia de escala na
aquisição centralizada, gerando custos mais baixos;
melhor qualidade, por causa
da maior facilidade de implantação do sistema de qualidade;
h) sortimento de produtos
com mais consistência, para suportar as promoções nacionais;
i) especialização das
atividades para o pessoal da produção não perder muito tempo com contatos com
os vendedores.
O USO DE COMITÊ TEM AS SEGUINTES VANTAGENS:
larga faixa de experiência é
aplicada nas decisões;
b) as decisões são tomadas
numa atmosfera mais científica;
c) o nível de pressões sobre
compras é mais baixo, melhorando as relações dos compradores com o pessoal
interno e os vendedores;
d) A co-participação das
áreas dentro do espírito de engenharia simultânea, cria um ambiente favorável
para melhor desempenho tanto do ponto de vista político, como profissional.
PONTOS
IMPORTANTES PARA DESCENTRALIZAÇÃO:
Adequação da compra devido
ao conhecimento dos problemas específicos da área onde o comprador exerce sua
atividade.
b) menor estoque e com uma
variedade mais adequada, por causa de peculiaridades regionais da qualidade,
quantidade, variedade.
c) coordenação, em virtude
do relacionamento direto com o fornecedor, levando a unidade operacional a
atuar de acordo com as necessidades regionais.
d) flexibilidade
proporcionada pelo menor tempo de tramitação das ordens, provocando menores
faltas.
CUIDADOS
AO COMPRAR
O processo de produção
inicia-se com planejamento das vendas, estabelecimento de uma política de
estoque de produtos acabados e listagem dos itens e quantidades de produtos a
serem fabricados, quantidades estas distribuídas ao longo de um cronograma de
produção.
Um sistema de planejamento
de produção fixa as quantidades a comprar somente na etapa final da elaboração
do plano de produção. As quantidades líquidas a comprar serão apuradas pela
desagregação das fichas de produção e em especial pela listagem de materiais
necessários para compor cada unidade de produto a ser produzido. Será
necessário comparar as necessidades de materiais com as existências nos
estoques de matérias-primas, para se apurar as necessidades líquidas
distribuídas no tempo conforme o cronograma de produção necessária para atender
ao planejamento de vendas.
Entretanto, a execução da
compra será a primeira etapa executiva do programa de produção. O término da
programação e o início das atividades de compra caracterizam-se, portanto, como
uma área com muitas facilidades de conflitos, conflitos estes sempre agravados
pelos atrasos normais e habituais do planejamento.
As pressões exercidas pelos
setores de produção e faturamento reforçam ainda mais a probabilidade de
atritos na área de compras. Neste momento todos se esquecem dos atrasos no
planejamento das vendas e na programação da produção.
Outro aspecto interessante
do relacionamento dentro da área de compras é a inversão curiosa de atitude que
se processa entre o comprador e o vendedor após a emissão do pedido. A posição
inicial de vendedor é sempre solicitante e o comprador nesta fase poderá usar
seus recursos de pressão para forçar o vendedor a chegar às condições ideais
para a empresa.
Uma vez emitido o pedido, o
comprador perde sua posição de comando e passa a uma atitude de expectativa.
Procurará de agora em diante adotar uma atitude de vigilância, procurando
cuidar para que os fornecimentos sejam feitos e os prazos cumpridos.
COTAÇÃO DE PREÇOS
O depto de compras com base nas solicitações de mercadorias, efetua a cotação dos produtos requisitados.
Após efetuadas as cotações o
órgão competente analisa qual a proposta mais vantajosa levando em consideração
os seguintes itens:
a) prazo de pagamento;
b) valor das parcelas;
Para análise, utilizamos a seguinte fórmula:
b) valor das parcelas;
Para análise, utilizamos a seguinte fórmula:
VA = VF
(1 + i)
VA = Valor atual do produto
VF = Valor futuro do produto
i = Taxa de juros
n = prazo de pgto
(1 + i)
VA = Valor atual do produto
VF = Valor futuro do produto
i = Taxa de juros
n = prazo de pgto
O
PEDIDO DE COMPRA
Após término da fase de
cotação de preços dos materiais e analise da melhor proposta para fornecimento,
o setor de compras emite o pedido de compras para a empresa escolhida. Esse
pedido deverá ter com clareza a descrição do material a ser comprado, bem como
as descrições técnicas, para que não ocorra as freqüentes dúvidas que comumente
acontecem.
Preferencialmente o pedido
deverá ser emitido em 3 vias, sendo a 1ª e 2ª vias enviadas ao fornecedor, o
qual colocará ciente na 2ª via e a devolverá, que passará a ter força de
contrato, funcionando como um "instrumento particular de compromisso de
compra e venda". A 3ª via funciona como follow up do pedido.
O
RECEBIMENTO DE MATERIAIS
No recebimento dos materiais
solicitados, alguns principais aspectos deverão ser considerados como:
Especificação técnica:
conferencia das especificações pedidas com as recebidas.
Qualidade dos materiais:
conferencia física do material recebido.
Quantidade: Executar
contagem física dos materiais, ou utilizar técnicas de amostragem quando for
inviável a contagem um a um.
Preço:
Prazo de entrega:
conferencia se o prazo esta dentro do estabelecido no pedido.
Condições de pgto:
conferencia com relação ao pedido.
O
ARMAZENAMENTO
Na definição do local adequado para o armazenamento devemos considerar:
- Volume das mercadorias / espaço disponível;
- Resistência / tipo das mercadorias (itens de fino acabamento);
- Número de itens;
- Temperatura, umidade, incidência de sol, chuva, etc;
- Manutenção das embalagens originais / tipos de embalagens;
- Velocidade necessária no atendimento;
- O sistema de estocagem escolhido deve seguir algumas técnicas imprescindíveis na Adm. de Materiais. As principais técnicas de estocagem são:
a) Carga unitária:
Dá-se o nome de carga unitária à carga constituída de embalagens de transporte
que arranjam ou acondicionam uma certa quantidade de material para possibilitar
o seu manuseio, transporte e armazenamento como se fosse uma unidade. A
formação de carga unitária se através de pallets. Pallet é um estrado de
madeira padronizado, de diversas dimensões. Suas medidas convencionais básicas
são 1.100mm x 1.100mm, como padrão internacional para se adequar aos diversos
meios de transportes e armazenagem;
b) Caixas ou Gavetas: É a técnica de estocagem ideal para materiais de pequenas dimensões, como parafusos, arruelas, e alguns materiais de escritório; materiais em processamento, semi acabados ou acabados. Os tamanhos e materiais utilizados na sua construção serão os mais variados em função das necessidades específicas de cada atividade.
c) Prateleiras: É uma
técnica de estocagem destinada a materiais de tamanhos diversos e para o apoio
de gavetas ou caixas padronizadas. Também como as caixas poderão ser
construídas de diversos materiais conforme a conveniência da atividade. As
prateleiras constitui o meio de estocagem mais simples e econômico.
d) Raques: Ao raques são construídos para acomodar peças longas e estreitas como tubos, barras, tiras, etc.
e) Empilhamento: Trata-se de uma variante da estocagem de caixas para aproveitamento do espaço vertical. As caixas ou pallets são empilhados uns sobre os outros, obedecendo a uma distribuição eqüitativa de cargas. Container Flexível: È uma das técnicas mais recentes de estocagem, é uma espécie de saco feito com tecido resistente e borracha vulcanizada, com um revestimento interno conforme o uso.
COMERCIALIZAÇÃO
E CONSUMO
Objetivos:
- Suprir mercado;
- Atender satisfatoriamente o cliente;
- Garantia de reposição de itens;
- Obtenção de lucro;
- Continuidade do negócio.
- Atender satisfatoriamente o cliente;
- Garantia de reposição de itens;
- Obtenção de lucro;
- Continuidade do negócio.
Poderíamos resumir que a comercialização no setor de materiais, deverá estar preparada para vender as mercadorias do estoque, de maneira mais rentável e prestando o melhor atendimento.
Para tanto é imprescindível
que a empresa conheça o mercado onde atua; os concorrentes; o produto que
vende; e os meios para vendê-los e os clientes.
Com relação ao mercado é
necessário saber qual a potencialidade, o que poderá ser absorvido pelos
consumidores.
Poderíamos fazer as
seguintes perguntas:
- Qual o volume aproximado de vendas que se pode estimar
?
- Quais as características desse mercado ? Tende a crescer ?
- Existem novos projetos para a região que poderiam incrementar os negócios ?
- Quais as características desse mercado ? Tende a crescer ?
- Existem novos projetos para a região que poderiam incrementar os negócios ?
Essas e muitas outras
questões devem ser colocadas e analisadas pela empresa, a fim de estabelecer a
quantidade de m.o., volume e características do estoque e política de comercialização.
CONHECIMENTO
DO PRODUTO
O conhecimento do produto, pode ser decisivo, na comercialização, sendo capaz de alterar o comportamento de vendas.
Devemos saber:
- Origem: quem é o fabricante, ou fornecedor, qual a
garantia, utilização, características técnicas.
- Nome do produto: denominação técnica e popular.
- Função: 0nde é aplicado e para que se destina, o que faz.
- Inter relação: um dado precioso, pois a utilização de um item pode influir no outro.
- Intercambialidade: o mesmo componente poderá ser utilizado em mais de um produto ou processo.
- Preço: valor, condições de venda, prazo, desconto.
- Nome do produto: denominação técnica e popular.
- Função: 0nde é aplicado e para que se destina, o que faz.
- Inter relação: um dado precioso, pois a utilização de um item pode influir no outro.
- Intercambialidade: o mesmo componente poderá ser utilizado em mais de um produto ou processo.
- Preço: valor, condições de venda, prazo, desconto.
POLÍTICA
DE COMERCIALIZAÇÃO
A comercialização é uma
atividade que deve respeitar normas e princípios para poder se desenvolver com
sucesso.
Para isso a empresa deve
estabelecer uma Política de Comercialização, isto é, as normas de vendas,
definindo e detalhando, todo o processo de vendas.
A política deverá, tratar de
categorias de vendas, tipos de clientes, prazos, entregas, garantia e política
de preços.
Toda política comercial
deverá ser estabelecida objetivando praticas saudáveis de comercialização para
obter a realização de vendas com qualidade.
O item preço x margem de
lucro, exige uma análise bastante ampla, pois é necessário conquistar e manter
mercado, tendo preços competitivos, com uma margem de lucro coerente com o
volume comercializado e com o produto, tendo em vista as práticas da
concorrência ou as peculiaridades daquele mercado. Um cuidado muito grande pois
pratica de concessão de descontos e condições descabidas, levam a
ealização de vendas suicidas.
Exemplo:
Venda
saudável Venda suicida
Preço de venda........................................ 100 100
Desconto.......................................................... 0 30
Preço líquido............................................ 100 70
C.M.V............................................................. 60 60
ICMS 18%................................................ .. 18 12,6
COFINS 7,6%............................................... 7,6 5,32
PIS 1,65%................................................... 1,65 1,55
CPMF 0,38%............................................... 0,38 0,27
ICMS compra.............................................. 10,8 10,8
Resultado antes do IR 23,17 1,06
Preço de venda........................................ 100 100
Desconto.......................................................... 0 30
Preço líquido............................................ 100 70
C.M.V............................................................. 60 60
ICMS 18%................................................ .. 18 12,6
COFINS 7,6%............................................... 7,6 5,32
PIS 1,65%................................................... 1,65 1,55
CPMF 0,38%............................................... 0,38 0,27
ICMS compra.............................................. 10,8 10,8
Resultado antes do IR 23,17 1,06
É de fundamental importância da consciência de que não é somente preço que promove a venda do produto, mas principalmente os serviços prestados na venda e no pós-venda, ampliando o valor de seus produtos, com a agregação de valor, que se dá basicamente nos serviços de venda, pós-venda e seguimento de venda, agregadas ao valor da marca.
Tendo em vista que a
operação de compra e venda foi realizada dentro do Estado de S. Paulo, pede-se
o cálculo do resultado nas duas situações de desconto em valor e percentual,
margem bruta e margem líquida.
Ao estabelecer a política de
vendas, devem levar em consideração também as modalidades e formas:
- Vendas internas e diretas:
são aquelas atendidas na loja, diretamente ao comprador usuário.
- Vendas internas indiretas: são aquelas realizadas através de outros setores da própria empresa.
- Vendas a órgãos governamentais: são as realizadas normalmente através de concorrências públicas.
- Vendas externas: são as realizadas no "campo", por vendedores ou representantes.
- Vendas internas indiretas: são aquelas realizadas através de outros setores da própria empresa.
- Vendas a órgãos governamentais: são as realizadas normalmente através de concorrências públicas.
- Vendas externas: são as realizadas no "campo", por vendedores ou representantes.
Todas essas formas de
vendas, poderão ser realizadas, no atacado ou no varejo.
a) Atacado: se caracteriza
por ser um importante segmento produtivo, no qual se procura atingir um maior
volume de vendas, faturamento e lucro, com margens unitárias menores e
condições diferenciadas. Público alvo: Distribuidores, grandes empresas, que
tenham grande capacidade de escoamento de produtos.
b) Varejo: são as vendas
realizadas, diretamente ao consumidor final, em quantidades normalmente
menores, com margem de lucro unitário maior e quase sempre a vista ou
financiado. Público alvo: consumidor final.
Arranjo Físico -
Layout
Planejar o arranjo físico de
uma certa instalação significa tomar decisões sobre a forma como serão
dispostos, nessa instalação, os centros de trabalho que aí devem permanecer.
Pode-se conceituar como centro de trabalho a qualquer coisa que ocupe espaço:
um departamento, uma sala, uma pessoa ou grupo de pessoas, máquinas,
equipamentos, bancadas e estações de trabalho, etc. Em todo o planejamento de
arranjo físico, irá existir sempre uma preocupação básica: tornar mais fácil e
suave o movimento do trabalho através do sistema, quer esse movimento se refira
ao fluxo de pessoas ou de materiais.
Podemos citar em princípio
três motivos que tornam importantes as decisões sobre arranjo físico:
a) elas afetam a capacidade
da instalação e a produtividade das operações: uma mudança adequada no arranjo
físico pode muitas vezes aumentar a produção que se processa dentro da instalação
no fluxo de pessoas e/ou materiais;
b) mudanças no arranjo
físico podem implicar no dispêndio de consideráveis somas de dinheiro,
dependendo da área afetada e das alterações físicas necessárias nas
instalações, entre outros fatores;
c) as mudanças podem
apresentar elevados custos e dificuldades técnicas para futuras reversões;
podem ainda causar interrupções indesejáveis no trabalho.
Por todos esses motivos,
poderia à primeira vista parecer que um arranjo físico, uma vez estabelecido, é
quase imutável e se aplica prioritariamente a novas instalações.
Isso não é verdade,
entretanto, diversos fatores podem conduzir a alguma mudança em instalações já
existentes: a ineficiência de operações, taxas altas de acidentes, mudanças no
produto ou no serviço ao cliente, mudanças no volume de produção ou fluxo de
clientes.
Num esforço de
sistematização, costuma-se agrupar os arranjos físicos possíveis em três
grandes tipos:
- Arranjo físico por
produto: corresponde ao sistema de produção contínua (como linha de montagem);
- Arranjo físico por
processo: corresponde ao sistema de produção de fluxo intermitente ( como a
produção por lotes ou encomendas );
- Arranjo físico de
posição fixa: corresponde ao sistema de produção em projetos.
RECURSOS
HUMANOS
Na administração atual fica
cada vez mais evidente a importância das relações humanas na empresa. Ex.: Os
investimentos que as empresas vem fazendo para conquista de capital humano e
intelectual.
No setor de materiais também
não é diferente, pois as preocupações são as mesmas de uma organização como um
todo, só que com foco centrado na sua atividade como parte do todo empresarial,
tendo suas preocupações específicas, com relação às condições de trabalho,
segurança, salários, cargos, treinamento, hierarquia, etc.
Dentro do setor de materiais
as funções mais usuais são:
- Gerente: função
responsável pela Administração do setor, pelo cumprimento das metas e objetivos
estabelecidos , seja pela eficiência ou pelo lucro no caso de comercialização
direta.
- Programador: função
responsável pelo planejamento e coordenação de compra de modo a obter um
equilíbrio no estoque.
- Comprador: função
responsável pelas compras, com critérios de preço, formas de pagamento,
qualidade, quantidade, prazo de entrega, etc.
- Controlador de
Estoque: função responsável pelo controle de entrada e saída de
mercadorias do estoque.
- Estoquista: função
responsável pelas atividades de recepção, locação e proteção das mercadorias,
de modo a mantê-las em perfeitas condições sempre.
- Atendente: função
responsável pelo atendimento das requisições dos diversos setores da empresa.
- Vendedor ou
Balconista: função responsável pelas vendas ou solicitações dos clientes,
quando for o caso.
Dentre essas funções, poderemos encontrar uma grande variação de empresa para empresa, mas algumas delas são básicas e fundamentais.
O relacionamento entre as
funções e sua hierarquia também deverá ser muito clara para todos empregados do
setor.
Bibliografia/Links Recomendados
CHIAVENATO, Idalberto. Iniciação a Administração de
Materiais. São Paulo: Makron, McGraw-Hill, 1991.
DIAS, Marco Aurélio P. Administração de Materiais uma
abordagem logística, São Paulo: Atlas, 1997.
_______. Administração de Materiais: edição compacta, São
Paulo: Atlas, 1995.
_______. Gerência de Materiais. São Paulo: Atlas, 1986.
GURGEL, Floriano C. A. Administração do Fluxos de
Materiais e Produtos. São Paulo: Atlas, 1996.
MARTINS, Petrônio G. Administração de Materiais e
Recursos Empresariais, São Paulo: Saraiva, 2000.
MOREIRA, Daniel Augusto. Introdução a Administração da
Produção e Operações. São Paulo: Pioneira, 1998.
MOROZOWSKI, Antonio C. Apostila de Administração de
Recursos Materiais e Patrimoniais. Curitiba - PR.
MOURA, Reinaldo A . Armazenamento e Distribuição Física.
São Paulo: IMAM, 1997.
PARENTE, Juracy. Varejo no Brasil. São Paulo: Atlas,
2000.
POZO, Hamilton. Administração de Recursos Materiais e
Patrimoniais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas, 2001. INTRODUÇÃO
- Análise de mercado ou
necessidade de produção: permite avaliar a capacidade de consumo.
A aquisição de bens e
serviços a serem utilizados na produção e na revenda de produtos pode ser
considerada a atividade responsável por um dos maiores componentes do custo de
produção e das mercadorias vendidas.
Alguns autores chegam a
dimensionar a amplitude desse impacto, observando que entre 50% e 60% do custo
de produção ou revenda são representados pela compra de componentes, materiais
e serviços, que são adquiridos dos fornecedores externos.
Apesar da importância da
função Compras, ou Suprimentos, retratada na responsabilidade pela execução dos
gastos acima mencionados, ela foi considerada, durante muito tempo, uma
atividade de caráter tático e de cunho administrativo dentro das organizações,
tendo sempre um perfil reativo às decisões tomadas pelas outras funções
(departamentos), principalmente a
Produção.
O surgimento da crise do
petróleo de 1973-1974 foi marcante para a atuação de Compras ou Suprimentos,
porque a redução de matéria-prima no cenário mundial, decorrente da crise,
demandou dessa função uma atitude mais ativa para o ressuprimento das
necessidades internas das empresas. A sua atuação, durante aquele período de
escassez, trouxe uma significativa atenção da organização para o setor. Ainda
assim, a atuação de Compras ou
Suprimentos não foi
suficiente para que os altos gerentes enxergassem a sua contribuição para o
resultado da empresa.
Contudo, as novas formas de
gerenciamento da produção, com a introdução de conceitos como Just In Time
(JIT), Gerenciamento pela Qualidade Total, redução do ciclo de produção de
novos produtos, dentre outras práticas que buscavam a redução de custos e a
melhoria de qualidade para maior competitividade no cenário internacional,
levaram a função
Compras a também ter de
adotar novas práticas de gerenciamento para o setor, emergindo, então, como
participante na construção de vantagens competitivas para o negócio.
O desenvolvimento de Compras
ou Suprimentos será abordado neste artigo, através dos diferentes estágios da
sua evolução – desde a sua submissão a outras funções até a sua posição de
participante na formulação da estratégia da organização. A Figura 1 consolida
os quatro estágios do desenvolvimento mencionado, classificando-os de acordo
com a natureza
tática ou estratégica
assumida por Compras ao longo do seu aprimoramento.
AS
EMPRESAS E SEUS RECURSOS
Toda produção depende da
existência conjunta de três fatores de produção: natureza, capital e trabalho,
integrados por um quarto fator denominado empresa. Para os economistas, todo
processo produtivo se fundamenta na conjunção desses quatro fatores de
produção.
Os
quatro fatores de produção.
Cada um dos quatro fatores
de produção tem uma função específica, a saber:
a) Natureza: é o fator que
fornece os insumos necessários à produção, como as matérias-primas, os
materiais, a energia etc. É o fator de produção que proporciona as entradas de
insumos para que a produção possa se realizar. Dentre os insumos, figuram os
materiais e matérias-primas;
b) Capital: é o fator que
fornece o dinheiro necessário para adquirir os insumos e pagar o pessoal. O
capital representa o fator de produção que permite meios para comprar, adquirir
e utilizar os demais fatores de produção;
c) Trabalho: é o fator
constituído pela mão-de-obra, que processa e transforma os insumos, através de
operações manuais ou de máquinas e ferramentas, em produtos acabados ou
serviços prestados. O trabalho representa o fator de produção que atua sobre os
demais, isto é, que aciona e agiliza os outros fatores de produção. É comumente
denominado mão-de-obra, porque se refere principalmente ao operário manual ou
braçal que realiza operações físicas sobre as matérias-primas, com ou sem o
auxílio de máquinas e equipamentos;
d) Empresa: é o fator
integrador capaz de aglutinar a natureza, o capital e o trabalho em um conjunto
harmonioso que permite que o resultado alcançado seja muito maior do que a soma
dos fatores aplicados no negócio. A empresa constitui o sistema que aglutina e
coordena todos os fatores de produção envolvidos, fazendo com que o resultado
do conjunto supere o resultado que teria cada fator isoladamente. Isto
significa que a empresa tem um efeito multiplicador, capaz de proporcionar um ganho
adicional, que é o lucro. Mas adiante, ao falarmos de sistemas, teremos a
oportunidade de conceituar esse efeito multiplicador, também denominado efeito
sinergístico ou sinergia.
Modernamente, esses fatores
de produção costumam ser denominados recursos empresariais. Os principais
recursos empresariais são: Recursos Materiais, Recursos Financeiros, Recursos
Humanos, Recursos Mercadológicos e Recursos
UMA
INTRODUÇÃO HISTÓRICA À ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS
A atividade de material existe desde a mais remota época, através das trocas de caças e de utensílios até chegarmos aos dias de hoje, passando pela Revolução Industrial. Produzir, estocar, trocar objetos e mercadorias é algo tão antigo quanto a existência do ser humano.
A Revolução Industrial,
meados dos séc. XVIII e XIX, acirrou a concorrência de mercado e sofisticou as
operações de comercialização dos produtos, fazendo com que “compras” e
“estoques” ganhassem maior importância. Este período foi marcado por
modificações profundas nos métodos do sistema de fabricação e estocagem em
maior escala. O trabalho, até então, totalmente artesanal foi em parte
substituído pelas máquinas, fazendo com a produção evoluísse para um estágio
tecnologicamente mais avançado e os estoques passassem a ser vistos sob um outro
prisma pelas administrações. A constante evolução fabril, o consumo, as
exigências dos consumidores, o mercado concorrente e novas tecnologias deram
novo impulso à Administração de Materiais, fazendo com que a mesma fosse vista
como uma arte e uma ciência das mais importantes para o alcance dos objetivos
de uma organização, seja ela qualquer que fosse.
Um dos fatos mais marcantes
e que comprovaram a necessidade de que materiais devem ser administrados
cientificamente foi, sem dúvida, as duas grandes guerras mundiais, isso sem
contar com outros desejos de conquistas como, principalmente, o empreendimento
de Napoleão Bonaparte. Em todos os embates ficou comprovado que o fator
abastecimento ou suprimento se constituiu em elemento de vital importância e
que determinou o sucesso ou o insucesso dos empreendimentos. Soldados e
estratégias por mais eficazes que fossem, eram insuficientes para o alcance dos
resultados esperados.
Munições, equipamentos,
víveres, vestuários adequados, combustíveis foram, são e serão necessários
sempre, no momento oportuno e no local certo, isto quer dizer que administrar
materiais é como administrar informações: “quem os têm quando necessita, no
local e na quantidade necessária, possui ampla possibilidade de ser bem
sucedido”.
Para refletir: “Nos dias de
hoje - Qual será a importância da Administração de Materiais no projeto de um
ônibus espacial?”.
ADMINISTRAÇÃO
DE MATERIAIS: DEFINIÇÕES
A Administração de Materiais
é definida como sendo um conjunto de atividades desenvolvidas dentro de uma
empresa, de forma centralizada ou não, destinadas a suprir as diversas
unidades, com os materiais necessários ao desempenho normal das respectivas
atribuições. Tais atividades abrangem desde o circuito de reaprovisionamento,
inclusive compras, o recebimento, a armazenagem dos materiais, o fornecimento
dos mesmos aos órgãos requisitantes, até as operações gerais de controle de
estoques etc.
Em outras palavras: “A
Administração de Materiais visa à garantia de existência contínua de um
estoque, organizado de modo a nunca faltar nenhum dos itens que o compõem, sem
tornar excessivo o investimento total”.
A Administração de Materiais
moderna é conceituada e estudada como um Sistema Integrado em que diversos
subsistemas próprios interagem para constituir um todo organizado. Destina-se a
dotar a administração dos meios necessários ao suprimento de materiais
imprescindíveis ao funcionamento da organização, no tempo oportuno, na
quantidade necessária, na qualidade requerida e pelo menor custo.
A oportunidade, no momento
certo para o suprimento de materiais, influi no tamanho dos estoques. Assim,
suprir antes do momento oportuno acarretará, em regra, estoques altos, acima
das necessidades imediatas da organização. Por outro lado, a providência do
suprimento após esse momento poderá levar a falta do material necessário ao
atendimento de determinada necessidade da administração. Do mesmo modo, o
tamanho do Lote de Compra acarreta as mesmas conseqüências: quantidades além do
necessário representam inversões em estoques ociosos, assim como, quantidades
aquém do necessário podem levar à insuficiência de estoque, o que é prejudicial
à eficiência operacional da organização.
Estes dois eventos, tempo
oportuno e quantidade necessária, acarretam, se mal planejados, além de custos
financeiros indesejáveis, lucros cessantes, fatores esses decorrentes de
quaisquer das situações assinaladas. Da mesma forma, a obtenção de material sem
os atributos da qualidade requerida para o uso a que se destina acarreta custos
financeiros maiores, retenções ociosas de capital e oportunidades de lucro não
realizadas. Isto porque materiais, nestas condições podem implicar em paradas
de máquinas, defeitos na fabricação ou no serviço, inutilização de material,
compras adicionais, etc.
Os subsistemas da
Administração de Materiais, integrados de forma sistêmica, fornecem, portanto,
os meios necessários à consecução das quatro condições básicas alinhadas acima,
para uma boa Administração de material.
Decompondo esta atividade
através da separação e identificação dos seus elementos componentes,
encontramos as seguintes subfunções típicas da Administração de Materiais, além
de outras mais específicas de organizações mais complexas:
a.1 - Subsistemas Típicos:
a.1.1- Controle de
Estoque - subsistema responsável pela gestão econômica dos estoques,
através do planejamento e da programação de material, compreendendo a análise,
a previsão, o controle e o ressuprimento de material. O estoque é necessário
para que o processo de produção-venda da empresa opere com um número mínimo de
preocupações e desníveis. Os estoques podem ser de: matéria-prima, produtos em
fabricação e produtos acabados. O setor de controle de estoque acompanha e
controla o nível de estoque e o investimento financeiro envolvido.
a.1.2- Classificação de
Material - subsistema responsável pela identificação (especificação),
classificação, codificação, cadastramento e catalogação de material.
a.1.3- Aquisição / Compra de
Material - subsistema responsável pela gestão, negociação e contratação de
compras de material através do processo de licitação. O setor de Compras
preocupa-se sobremaneira com o estoque de matéria-prima. É da responsabilidade
de Compras assegurar que as matérias-primas exigida pela Produção estejam à
disposição nas quantidades certas, nos períodos desejados. Compras não é
somente responsável pela quantidade e pelo prazo, mas precisa também realizar a
compra em preço mais favorável possível, já que o custo da matéria-prima é um
componente fundamental no custo do produto.
a.1.4- Armazenagem /
Almoxarifado - subsistema responsável pela gestão física dos estoques,
compreendendo as atividades de guarda, preservação, embalagem, recepção e
expedição de material, segundo determinadas normas e métodos de armazenamento.
O Almoxarifado é o responsável pela guarda física dos materiais em estoque, com
exceção dos produtos em processo. É o local onde ficam armazenados os produtos,
para atender a produção e os materiais entregues pelos fornecedores.
a.1.5- Movimentação de
Material - subsistema encarregado do controle e normalização das
transações de recebimento, fornecimento, devoluções, transferências de
materiais e quaisquer outros tipos de movimentações de entrada e de saída de
material.
a.1.6 - Inspeção de
Recebimento - subsistema responsável pela verificação física e documental
do recebimento de material, podendo ainda encarregar-se da verificação dos
atributos qualitativos pelas normas de controle de qualidade.
a.1.7 - Cadastro -
subsistema encarregado do cadastramento de fornecedores, pesquisa de mercado e
compras.
a.2 - Subsistemas
Específicos:
a.2.1 - Inspeção de Suprimentos - subsistema de apoio responsável pela verificação da aplicação das normas e dos procedimentos estabelecidos para o funcionamento da Administração de Materiais em toda a organização, analisando os desvios da política de suprimento traçada pela administração e proporcionando soluções.
a.2.2 - Padronização e
Normalização - subsistema de apoio ao qual cabe a obtenção de menor número
de variedades existentes de determinado tipo de material, por meio de
unificação e especificação dos mesmos, propondo medidas de redução de estoques.
a.2.3 - Transporte de
Material - subsistema de apoio que se responsabiliza pela política e pela
execução do transporte, movimentação e distribuição de material. A colocação do
produto acabado nos clientes e as entregas das matérias-primas na fábrica é de
responsabilidade do setor de Transportes e Distribuição. É nesse setor que se
executa a Administração da frota de veículos da empresa, e/ou onde também são
contratadas as transportadoras que prestam serviços de entrega e coleta.
A integração destas
subfunções funciona como um sistema de engrenagens que aciona a Administração
de Material e permite a interface com outros sistemas da organização. Assim,
quando um item de material é recebido do fornecedor, houve, antes, todo um
conjunto de ações inter-relacionadas para esse fim: o subsistema de Controle de
Estoque aciona o subsistema de Compras que recorre ao subsistema de Cadastro.
Quando do recebimento, do
material pelo almoxarifado, o subsistema de Inspeção é acionado, de modo que os
itens aceitos pela inspeção física e documental são encaminhados ao subsistema
de Armazenagem para guarda nas unidades de estocagem próprias e demais
providências, ao mesmo tempo que o subsistema de Controle de Estoque é
informado para proceder aos registros físicos e contábeis da movimentação de
entrada. O subsistema de Cadastro também é informado, para encerrar o dossiê de
compras e processar as anotações cadastrais pertinentes ao fornecimento. Os
materiais recusados pelo subsistema de Inspeção são devolvidos ao fornecedor. A
devolução é providenciada pelo subsistema de Aquisição que aciona o fornecedor
para essa providência após ser informado, pela Inspeção, que o material não foi
aceito. Igualmente, o subsistema de Cadastro é informado do evento para
providenciar o encerramento do processo de compra e processar, no cadastro de
fornecedores, os registros pertinentes.
Quando o material é
requisitado dos estoques, este evento é comunicado ao subsistema de Controle de
Estoque pelo subsistema de Armazenagem. Este procede à baixa física e contábil,
podendo, gerar com isso, uma ação de ressuprimento. Neste caso, é emitida pelo
subsistema de controle de Estoques uma ordem ao subsistema de Compras, para que
o material seja comprado de um dos fornecedores cadastrados e habilitados junto
à organização pelo subsistema de Cadastro. Após a concretização da compra, o
subsistema de Cadastro também fica responsável para providenciar, junto aos
fornecedores, o cumprimento do prazo de entrega contratual, iniciando o ciclo,
novamente, por ocasião do recebimento de material.
Todos esses subsistemas não
aparecem configurados na Administração de Materiais de qualquer organização. As
partes componentes desta função dependem do tamanho, do tipo e da complexidade
da organização, da natureza e de sua atividade-fim, e do número de itens do
inventário.
RESPONSABILIDADES
E ATRIBUIÇÕES DA ADM. DE MATERIAIS
a) suprir, através de
Compras, a empresa, de todos os materiais necessários ao seu funcionamento;
b) avaliar outras empresas
como possíveis fornecedores;
c) supervisionar os
almoxarifados da empresa;
d) controlar os estoques;
e) aplicar um sistema de
reaprovisionamento adequado, fixando Estoques Mínimos, Lotes Econômicos e
outros índices necessários ao gerenciamento dos estoques, segundo critérios
aprovados pela direção da empresa;
f) manter contato com as
Gerências de Produção, Controle de Qualidade, Engenharia de Produto, Financeira
etc.
g) estabelecer sistema de
estocagem adequado;
h) coordenar os inventários
rotativos.
Objetivos Principais da Adm.
de Materiais
A Administração de Materiais
tem por finalidade principal assegurar o contínuo abastecimento de artigos
necessários para comercialização direta ou capaz de atender aos serviços
executados pela empresa.
As empresas objetivam
diminuir os custos operacionais para que elas e seus produtos possam ser
competitivos no mercado.
Mais especificamente, os
materiais precisam ser de qualidade produtiva para assegurar a aceitação do
produto final. Precisam estar na empresa prontos para o consumo na data
desejada e com um preço de aquisição acessível, a fim de que o produto possa
ser competitivo e assim, dar à empresa um retorno satisfatório do capital investido.
Segue os principais
objetivos da área de Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais:
a) Preço Baixo -
este é o objetivo mais óbvio e, certamente um dos mais importantes. Reduzir o
preço de compra implica em aumentar os lucros, se mantida a mesma qualidade;
b) Alto Giro de
Estoques - implica em melhor utilização do capital, aumentando o retorno
sobre os investimentos e reduzindo o valor do capital de giro;
c) Baixo Custo de
Aquisição e Posse - dependem fundamentalmente da eficácia das áreas de
Controle de Estoques, Armazenamento e Compras;
d) Continuidade de
Fornecimento - é resultado de uma análise criteriosa quando da escolha dos
fornecedores. Os custos de produção, expedição e transportes são afetados
diretamente por este item;
e) Consistência de
Qualidade - a área de materiais é responsável apenas pela qualidade de
materiais e serviços provenientes de fornecedores externos. Em algumas empresas
a qualidade dos produtos e/ou serviços constituem-se no único objetivo da
Gerência de Materiais;
f) Despesas com
Pessoal - obtenção de melhores resultados com a mesma despesa ou, mesmo
resultado com menor despesa - em ambos os casos o objetivo é obter maior lucro
final. “ As vezes compensa investir mais em pessoal porque pode-se alcançar com
isto outros objetivos, propiciando maior benefício com relação aos custos “;
g) Relações Favoráveis
com Fornecedores - a posição de uma empresa no mundo dos negócios é, em
alto grau determinada pela maneira como negocia com seus fornecedores;
h) Aperfeiçoamento de
Pessoal - toda unidade deve estar interessada em aumentar a aptidão de seu
pessoal;
i) Bons
Registros - são considerados como o objetivo primário, pois contribuem
para o papel da Administração de Material, na sobrevivência e nos lucros da
empresa, de forma indireta.
TERMINOLOGIAS
UTILIZADAS
a) Artigo ou
Item - designa qualquer material, matéria-prima ou produto acabado que
faça parte do estoque;
b) Unidade -
identifica a medida, tipo de acondicionamento, características de apresentação
física ( caixa, bloco, rolo, folha, litro, galão, resma, vidro, peça,
quilograma, metro, .... );
c) Pontos de
Estocagem - locais aonde os itens em estoque são armazenados e sujeitos ao
controle da administração;
d) Estoque -
conjunto de mercadorias, materiais ou artigos existentes fisicamente no
almoxarifado à espera de utilização futura e que permite suprir regularmente os
usuários, sem causar interrupções às unidades funcionais da organização;
e) Estoque Ativo ou
Normal - é o estoque que sofre flutuações quanto a quantidade, volume,
peso e custo em conseqüência de entradas e saídas;
f) Estoque Morto ou
Inativo - não sofre flutuações, é estático;
g) Estoque Empenhado ou
Reservado - quantidade de determinado item, com utilização certa,
comprometida previamente e que por alguma razão permanece temporariamente em
almoxarifado. Está disponível somente para uma aplicação ou unidade funcional
específica;
h) Estoque de
Recuperação - quantidades de itens constituídas por sobras de retiradas de
estoque, salvados ( retirados de uso através de desmontagens) etc., sem
condições de uso, mas passíveis de aproveitamento após recuperação, podendo vir
a integrar o Estoque Normal ou Estoque de Materiais Recuperados, após a
obtenção de sua condições normais;
i) Estoque de
Excedentes, Obsoletos ou Inservíveis - constitui as quantidades de itens
em estoque, novos ou recuperados, obsoletos ou inúteis que devem ser
eliminados. Constitui um Estoque Morto;
j) Estoque
Disponível - é a quantidade de um determinado item existente em estoque, livre
para uso;
k) Estoque
Teórico - é o resultado da soma do disponível com a quantidade pedida,
aguardando o fornecimento;
l) Estoque
Mínimo: é a menor quantidade de um artigo ou item que deverá existir em
estoque para prevenir qualquer eventualidade ou emergência ( falta ) provocada
por consumo anormal ou atraso de entrega;
m) Estoque Médio,
Operacional: é considerado como sendo a metade da quantidade necessária para um
determinado período mais o Estoque de Segurança;
n) Estoque Máximo: é a
quantidade necessária de um item para suprir a organização em um período
estabelecido mais o Estoque de Segurança;
o) Ponto de Pedido,
Limite de Chamada ou Ponto de Ressuprimento: é a quantidade de item de estoque
que ao ser atingida requer a análise para ressuprimento do item;
p) Ponto de Chamada de
Emergência: é a quantidade que quando atingida requer medidas especiais para
que não ocorra ruptura no estoque. Normalmente é igual a metade do Estoque
Mínimo;
q) Ruptura de Estoque:
ocorre quando o estoque de determinado item zera ( E = 0 ). A continuação das
solicitações e o não atendimento a caracteriza;
r) Frequência - é
o número de vezes que um item é solicitado ou comprado em um determinado
período;
s) Quantidade a
Pedir - é a quantidade de um item que deverá ser fornecida ou comprada;
t) Tempo de Tramitação
Interna: é o tempo que um documento leva, desde o momento em que é emitido até
o momento em que a compra é formalizada;
u) Prazo de Entrega:
tempo decorrido da data de formalização do contrato bilateral de compra até a
data de recebimento da mercadoria;
v) Tempo de Reposição,
Ressuprimento: tempo decorrido desde a emissão do documento de compra (
requisição ) até o recebimento da mercadoria;
w) Requisição ou Pedido
de Compra - documento interno que desencadeia o processo de compra;
x) Coleta ou Cotação de
Preços: documento emitido pela unidade de Compras, solicitando ao fornecedor
Proposta de Fornecimento. Esta Coleta deverá conter todas as especificações que
identifiquem individualmente cada item;
y) Proposta de
Fornecimento - documento no qual o fornecedor explicita as condições nas
quais se propõe a atender (preço, prazo de entrega, condições de pagamento
etc);
z) Mapa Comparativo de
Preços - documento que serve para confrontar condições de fornecimento e
decidir sobre a mais viável;
aa) Contato, Ordem ou
Autorização de Fornecimento: documento formal, firmado entre comprador e
fornecedor, que juridicamente deve garantir a ambos (fornecimento x pagamento);
bb) Custo Fixo:- é o
custo que independe das quantidades estocadas ou compradas ( mão-de-obra,
despesas administrativas, de manutenção etc. );
cc) Custo
Variável - existe em função das variações de quantidade e de despesas
operacionais;
dd) Custo de Manutenção
de Estoque, Posse ou Armazenagem: são os custos decorrentes da existência do
item ou artigo no estoque. Varia em função do número de vezes ou da quantidade
comprada;
ee) Custo de Obtenção
de Estoque, do Pedido ou Aquisição: é constituído pela somatória de todas as
despesas efetivamente realizadas no processamento de uma compra. Varia em
função do número de pedidos emitidos ou das quantidades compradas.
ff) Custo Total: é o
resultado da soma do Custo Fixo com o Custo de Posse e o Custo de Aquisição;
gg) Custo Ideal: é
aquele obtido no ponto de encontro ou interseção das curvas dos Custos de Posse
e de Aquisição. Representa o menor valor do Custo Total.
FLUXO DAS ATIVIDADES
Analisando o esquema acima,
percebemos a relação de interdependência.
- Análise de mercado ou
necessidade de produção: permite avaliar a capacidade de consumo.
- Análise econômico
financeira: é através dela que se analisa a capacidade empresarial, as despesas
e a lucratividade, visualizando assim as possibilidades de investimento.
- Programação e
controle de estoque: consiste em definir o estoque ideal para as necessidades
da empresa, e o controle visa, rapidez de atendimento, menor aplicação do
capital de giro, possibilidades de rotatividade do estoque, etc.
- Compras: A função de
compras é um segmento essencial do departamento de materiais ou suprimentos,
que tem por finalidade suprir as necessidades de materiais ou serviços,
planejá-las quantitativamente e satisfazê-las no momento certo com as
quantidades corretas, verificar se recebeu efetivamente o que foi comprado e providenciar
armazenamento.
Os objetivos básicos de uma
seção de compras são:
A) Comprar materiais e
insumos aos menores preços, obedecendo padrões de qualidade e quantidade;
B) Procurar sempre dentro de
uma negociação justa e honesta as melhores condições para a empresa,
principalmente as de pagamento.
Para efetuar uma boa compra,
a empresa deve seguir certos mandamentos que incluem a verificação de prazos,
preços, qualidade e volume. Deve-se manter cadastros de fornecedores,
analisá-los, fazer uma seleção e procurar ter uma bom relacionamento com o
mercado fornecedor.
Entre as caracteristicas
básicas de um sistema adequado de compras, podemos destacar:
A) Sistema de compras a
três cotações: Tem por finalidade partir de um número mínimo de cotações para
encorajar novos competidores. A préseleção dos concorrentes qualificados evita
o dispêndio de tempo com um grande número de fornecedores.
B) Sistema de preços
objetivos: O conhecimento prévio do preço justo, além de ajudar nas decisões do
comprador, proporciona uma verificação dupla no sistema de cotações. Pode ainda
ajudar os fornecedores a serem competitivos, mostrando-lhes que seus preços
estão fora de concorrência.
C) Duas ou mais
aprovações: No mínimo duas pessoas estão envolvidas em cada decisão da escolha
do fornecedor. Isto estabelece uma defesa dos interesses da empresa pela
garantia de um melhor julgamento, protegendo o comprador ao possibilitar
revisão de uma decisão individual.
D) Documentação
escrita: Documentação anexa ao pedido, possibilita no ato da Segunda
assinatura, o exame de cada fase de negociação, permite revisão e estará sempre
disponível junto ao processo de compra para esclarecer qualquer dúvida
posterior.
A
GESTÃO DE ESTOQUE
A gestão de estoque é,
basicamente, o ato de gerir recursos ociosos possuidores de valor econômico e
destinado ao suprimento das necessidades futuras de material, numa organização.
Os investimentos não são
dirigidos por uma organização somente para aplicações diretas que produzam
lucros, tais como os investimentos em máquinas e em equipamentos destinados ao
aumento da produção e, conseqüentemente, das vendas.
Outros tipos de
investimentos, aparentemente, não produzem lucros. Entre estes estão as
inversões de capital destinadas a cobrir fatores de risco em circunstâncias
imprevisíveis e de solução imediata. É o caso dos investimentos em estoque, que
evitam que se perca dinheiro em situação potencial de risco presente. Por
exemplo, na falta de materiais ou de produtos que levam a não realização de
vendas, a paralisação de fabricação, a descontinuidade das operações ou
serviços etc., além dos custos adicionais e excessivos que, a partir destes
fatores, igualam, em importância estratégica e econômica, os investimentos em
estoque aos investimentos ditos diretos.
Porém, toda a aplicação de
capital em inventário priva de investimentos mais rentáveis uma organização
industrial ou comercial. Numa organização pública, a privação é em relação a
investimentos sociais ou em serviços de utilidade pública.
A gestão dos estoques visa,
portanto, numa primeira abordagem, manter os recursos ociosos expressos pelo
inventário, em constante equilíbrio em relação ao nível econômico ótimo dos
investimentos. E isto é obtido mantendo estoques mínimos, sem correr o risco de
não tê-los em quantidades suficientes e necessárias para manter o fluxo da
produção da encomenda em equilíbrio com o fluxo de consumo.
A
NATUREZA DOS ESTOQUES
Estoque é a composição de
materiais - materiais em processamento, materiais semi-acabados, materiais
acabados - que não é utilizada em determinado momento na empresa, mas que
precisa existir em função de futuras necessidades. Assim, o estoque constitui
todo o sortimento de materiais que a empresa possui e utiliza no processo de
produção de seus produtos/serviços.
Os estoques podem ser
entendidos ainda, de forma generalizada, como certa quantidade de itens
mantidos em disponibilidade constante e renovados, permanentemente, para
produzir lucros e serviços. São lucros provenientes das vendas e serviços, por
permitirem a continuidade do processo produtivo das organizações.
Representam uma necessidade
real em qualquer tipo de organização e, ao mesmo tempo, fonte permanente de
problemas, cuja magnitude é função do porte, da complexidade e da natureza das
operações da produção, das vendas ou dos serviços.
A manutenção dos estoques
requer investimentos e gastos muitas vezes elevados.
Evitar sua formação ou,
quando muito, tê-los em número reduzido de itens e em quantidades mínimas, sem
que, em contrapartida, aumente o risco de não ser satisfeita a demanda dos
usuários ou dos consumidores em geral, representa um ideal conflitante com a
realidade do dia-a-dia e que aumenta a importância da sua gestão.
A acumulação de estoques em
níveis adequados é uma necessidade para o normal funcionamento do sistema
produtivo. Em contrapartida, os estoques representam um enorme investimento
financeiro. Deste ponto de vista, os estoques constituem um ativo circulante
necessário para que a empresa possa produzir e vender com um mínimo risco de
paralisação ou de preocupação. Os estoques representam um meio de investimento
de recursos e podem alcançar uma respeitável parcela dos ativos totais da
empresa. A administração dos estoques apresenta alguns aspectos financeiros que
exigem um estreito relacionamento com a área de finanças, pois enquanto a
Administração de Materiais está voltada para a facilitação do fluxo físico dos
materiais e o abastecimento adequado à produção e a vendas, a área financeira
está preocupada com o lucro, a liquidez da empresa e a boa aplicação dos
recursos empresariais.
A incerteza de demanda
futura ou de sua variação ao longo do período de planejamento; da
disponibilidade imediata de material nos fornecedores e do cumprimento dos
prazos de entrega; da necessidade de continuidade operacional e da remuneração
do capital investido, são as principais causas que exigem estoques
permanentemente à mão para o pronto atendimento do consumo interno e/ou das
vendas. Isto mantém a paridade entre esta necessidade e as exigências de capital
de giro.
É essencial, entretanto,
para a compreensão mais nítida dos estoques, o conhecimento das principais
funções que os mesmos desempenham nos mais variados tipos de organização, e que
conheçamos as suas diferentes espécies. Ter noção clara das diversas naturezas
de inventário, dentro do estudo da Administração de Material, evita distorções
no planejamento e indica à gestão a forma de tratamento que deve ser dispensado
a cada um deles, além de evitar que medidas corretas, aplicadas ao estoque errado,
levem a resultados desastrosos, sobretudo, se considerarmos que, à vezes,
consideráveis montantes de recursos estão vinculados a determinadas modalidades
de estoque.
Cada espécie de inventário
segue comportamentos próprios e sofre influências distintas, embora se
sujeitando, em regra, aos mesmos princípios e às mesmas estruturas de controle.
Assim, por exemplo, os estoques destinados à venda são sensíveis às
solicitações impostas pelo mercado e decorrentes das alterações da oferta e
procura e da capacidade de produção, enquanto os destinados ao consumo interno
da empresa são influenciados pelas necessidades contínuas da produção,
manutenção, das oficinas e dos demais serviços existentes.
Já outras naturezas de
estoque podem apresentar características bem próprias que, não estão sujeitas a
influência alguma. É o caso dos estoques de sucata, não destinada ao
reprocessamento ou beneficiamento e formados de refugos de fabricação ou de
materiais obsoletos e inservíveis destinados à alienação e outros fins. Em uma
indústria, estes estoques podem vir a formar-se aleatoriamente, ao longo do
tempo, caracterizando-se como contingências de armazenagem. Acabam
representando, mesmo, para algumas organizações, verdadeiras fontes de receitas
( extra-operacional ), enquanto os estoques destinados ao consumo interno
constituem-se, tão somente, em despesas. Entretanto, esta divisão por si só,
pode trazer dúvidas a partir da definição da natureza de cada um destes
estoques. Se entendermos por produto acabado todo material resultante de um
processo qualquer de fabricação, e por matérias-primas todo elemento bruto
necessário ao fabrico de alguma coisa, perdendo as suas características físicas
originais, mediante o processo de transformação a que foi submetido, podemos
dizer, por exemplo, que a terra adubada, o cimento, a areia de fundição
preparada com a bentonita, o melaço e outros produtos que são misturados a ela
para dar maior consistência aos moldes que receberão o aço derretido para a
confecção de peças constituem-se em produtos acabados para seus fabricantes, e
em matérias-primas para seus consumidores que os utilizarão na fabricação de
outros produtos.
Do mesmo modo, a terra, a
argila, o melaço e a areia, em seu estado natural, podem constituir-se em
insumos básicos de produção ou em produtos acabados, dependendo da finalidade
ou do uso destes itens para a empresa. As porcas, as arruelas, os parafusos
etc., empregados na montagem de um equipamento, por exemplo, são produtos
semi-acabados para o montador, mas, para o fabricante que os vendeu, trata-se
de produtos-finais.
Diante dos exemplos
apresentados, surge, naturalmente, outra classificação: estoques de venda e de
consumo interno. Para uma indústria, os produtos de sua fabricação integrarão
os estoques de venda e, para outra, que os utilizará na produção de outro bem,
integrarão os estoques de material de consumo. Por sua vez, o estoque de venda
pode desdobrar-se em estoque de varejo e de atacado. O estoque de consumo pode
subdividir-se em estoque de material específico e geral. Este último pode
desdobrarse, ainda, em estoque de artigos de escritório, de limpeza e
conservação etc.
Temos assim, diferentes
maneiras de se distinguir os estoques, considerando a natureza, finalidade, uso
ou aplicação etc. dos materiais que os compõem. O importante, todavia, nestas
classificações, que procuram mostrar os diferentes tipos de estoque e o que
eles representam para cada empresa, é que elas servem de subsídios valiosos
para a (o): configuração de um sistema de material; estruturação dos
almoxarifados; estabelecimento do fluxo de informação do sistema;
estabelecimento de uma classificação de material; política de centralização e
descentralização dos almoxarifados; dimensionamento das áreas de armazenagem;
planejamento na forma de controle físico e contábil.
FUNÇÕES
E CLASSIFICAÇÕES DE ESTOQUE
As principais funções do
estoque são:
a) Garantir o abastecimento
de materiais à empresa, neutralizando os efeitos de:
- demora ou atraso no
fornecimento de materiais;
- sazonalidade no suprimento;
- riscos de dificuldade no
fornecimento.
b) Proporcionar economias de
escala:
- através da compra ou
produção em lotes econômicos;
- pela flexibilidade do
processo produtivo;
- pela rapidez e eficiência no
atendimento às necessidades.
Os estoques constituem um
vínculo entre as etapas do processo de compra e venda - no processo de
comercialização em empresas comerciais - e entre as etapas de compra,
transformação e venda - no processo de produção em empresas industrias. Em
qualquer ponto do processo formado por essas etapas, os estoques desempenham um
papel importante na flexibilidade operacional da empresa. Funcionam como
amortecedores das entradas e saídas entre as duas etapas dos processos de
comercialização e de produção, pois minimizam os efeitos de erros de
planejamento e as oscilações inesperadas de oferta e procura, ao mesmo tempo em
que isolam ou diminuem as interdependências das diversas partes da organização
empresarial.
CLASSIFICAÇÃO DE ESTOQUES
Estoques de Matérias-Primas (MPs)
Os estoques de MPs
constituem os insumos e materiais básicos que ingressam no processo produtivo
da empresa. São os ítens iniciais para a produção dos produtos/serviços da
empresa.
Estoques de Materiais em Processamento ou em Vias
Estoques de Materiais em Processamento ou em Vias
Os estoques de materiais em
processamento - também denominados materiais em vias - são constituídos de
materiais que estão sendo processados ao longo das diversas seções que compõem
o processo produtivo da empresa. Não estão nem no almoxarifado - por não serem
mais MPs iniciais - nem no depósito - por ainda não serem Pas. Mais adiante
serão transformadas em Pas.
Estoques de Materiais
Semi-acabados
Os estoques de materiais
semi-acabados referem-se aos materiais parcialmente acabados, cujo
processamento está em algum estágio intermediário de acabamento e que se
encontram também ao longo das diversas seções que compõem o processo produtivo.
Diferem dos materiais em processamento pelo seu estágio mais avançado, pois se
encontram quase acabados, faltando apenas mais algumas etapas do processo produtivo
para se transformarem em materiais acabados ou em PAs.
Estoques de Materiais
Acabados ou Componentes
Os estoques de materiais
acabados - também denominados componentes - referem-se a peças isoladas ou
componentes já acabados e prontos para serem anexados ao produto. São, na
realidade, partes prontas ou montadas que, quando juntadas, constituirão o PA.
Estoques de Produtos
Acabados (Pas)
Os Estoques de Pas se
referem aos produtos já prontos e acabados, cujo processamento foi completado
inteiramente. Constituem o estágio final do processo produtivo e já passaram
por todas as fases, como MP, materiais em processamento, materiais
semi-acabados, materiais acabados e Pás.
CONTROLE
DE ESTOQUES
O objetivo básico do
controle de estoques é evitar a falta de material sem que esta diligência
resulte em estoque excessivos às reais necessidades da empresa.
O controle procura manter os
níveis estabelecidos em equilíbrio com as necessidades de consumo ou das vendas
e os custos daí decorrentes. Para mantermos este nível de água, no tanque, é
preciso que a abertura ou o diâmetro do ralo permita vazão proporcional ao
volume de água que sai pela torneira. Se fecharmos com o ralo destampado,
interrompendo, assim, o fornecimento de água, o nível, em unidades volumétricas,
chegará, após algum tempo, a zero. Por outro lado, se a mantivermos aberta e
fecharmos o ralo, impedindo a vazão, o nível subirá até o ponto de transbordar.
Ou, se o diâmetro do raio permite a saída da água, em volume maior que a
entrada no tanque, precisaremos abrir mais a torneira, permitindo o fluxo maior
para compensar o excesso de escapamento e evitar o esvaziamento do tanque.
De forma semelhante, os
níveis dos estoques estão sujeitos à velocidade da demanda. Se a constância da
procura sobre o material for maior que o tempo de ressuprimento, ou estas
providências não forem tomadas em tempo oportuno, a fim de evitar a interrupção
do fluxo de reabastecimento, teremos a situação de ruptura ou de esvaziamento
do seu estoque, com prejuízos visíveis para a produção, manutenção, vendas etc.
Se, em outro caso, não
dimensionarmos bem as necessidades do estoque, poderemos chegar ao ponto de
excesso de material ou ao transbordamento dos seus níveis em relação à demanda
real, com prejuízos para a circulação de capital.
O equilíbrio entre a demanda
e a obtenção de material, onde atua , sobretudo, o controle de estoque, é um
dos objetivos da gestão.
FUNÇÕES DO CONTROLE DE ESTOQUE
Para organizar um setor de controle de estoques, inicialmente devemos descrever suas funções principais que são:
a) determinar "o que" deve permanecer em estoque. Número de itens;
b) determinar
"quando" se devem reabastecer os estoques. Periodicidade;
c) determinar
"quanto" de estoque será necessário para um período predeterminado; quantidade
de compra;
d) acionar o Depto de
Compras para executar aquisição de estoque;
e) receber, armazenar e
atender os materiais estocados de acordo com as necessidades;
f) controlar os estoques em
termos de quantidade e valor, e fornecer informações sobre a posição do
estoque;
g) manter inventários
periódicos para avaliação das quantidades e estados
dos materiais estocados;
dos materiais estocados;
h) identificar e retirar do
estoque os itens obsoletos e danificados.
CLASSIFICAÇÃO
ABC
A curva ABC é um importante
instrumento para o administrador; ela permite identificar aqueles itens que
justificam atenção e tratamento adequados quanto à sua administração. Obtém-se
a curva ABC através da ordenação dos itens conforme a sua importância relativa.
Verifica-se, portanto, que,
uma vez obtida a seqüência dos itens e sua classificação ABC, disso resulta
imediatamente a aplicação preferencial das técnicas de gestão administrativas,
conforme a importância dos itens.
A curva ABC tem sido usada
para a administração de estoques, para definição de políticas de vendas,
estabelecimento de prioridades para a programação da produção e uma série de
outros problemas usuais na empresa.
Após os itens terem sido
ordenados pela importância relativa, as classes da curva ABC podem ser
definidas das seguintes maneiras:
Classe A: Grupo de itens
mais importante que devem ser trabalhados com uma atenção especial pela
administração.
Classe B: Grupo
intermediário.
Classe C: Grupo de itens
menos importantes em termos de movimentação, no entanto, requerem atenção pelo
fato de gerarem custo de manter estoque.
A classe "A" são
os itens que nesse caso dão a sustentação de vendas, podemos perceber que
apenas 20% dos itens corresponde a 80% do faturamento.(alta rotatividade).
A classe “B” responde por
30% dos itens em estoque e 15% do faturamento.(rotatividade média).
A classe "C"
compreende a sozinha 50% dos itens em estoque, respondendo por apenas 5% do
faturamento.
MONTAGEM
DA CURVA ABC
- Relacionar os itens analisados no período que estiver sendo analisado;
- Número ou referencia do
produto;
- Nome do produto;
- Preços unitário
atualizado;
- Valor total do consumo;
- Arrume os itens em ordem
decrescente de valor;
- Some o total do
faturamento;
- Defina os itens da classe
"A" = 80% do faturamento;
- Fat. Classe "A" = Fat. Total x 80;
_____________
100
- Defina os itens da classe "B" = 15% do faturamento;
- Defina os itens da classe "C" = 5% do faturamento;
- Após conhecidos esses valores define-se os itens de cada classe.
100
- Defina os itens da classe "B" = 15% do faturamento;
- Defina os itens da classe "C" = 5% do faturamento;
- Após conhecidos esses valores define-se os itens de cada classe.
NÍVEIS
DE ESTOQUE
Curva dente de serra
A apresentação da movimentação (entrada e saída) de uma peça dentro de um sistema de estoque.
O ciclo acima representado
será sempre repetitivo e constante se:
a) não existir alteração de
consumo durante o tempo T;
b) não existirem falhas adm.
que provoquem um esquecimento ao solicitar compra;
c) o fornecedor nunca atrasar;
c) o fornecedor nunca atrasar;
d) nenhuma entrega do
fornecedor for rejeitada pelo controle de qualidade.
Como sabemos essa condição
realmente não ocorre para isso devemos prever essas possíveis falhas na
operação.
TEMPO
DE REPOSIÇÃO; PONTO DE PEDIDO
a) emissão do pedido - Tempo
que se leva desde a emissão do pedido de compras até ele chegar ao fornecedor;
b) preparação do pedido -
Tempo que leva o fornecedor para fabricar os produtos, separar, emitir
faturamento e deixá-los em condições de serem transportados.
c) Transportes - Tempo que
leva da saída do fornecedor até o recebimento pela empresa dos materiais
encomendados.
Sistema de Máximos Mínimos
É utilizado quando há muita
dificuldade para determinar o consumo ou quando ocorre variação no tempo de
reposição. Esse sistema consiste em estimar os estoques máximos (Emax) e mínimo
(Emin) para cada ítem, em função de uma expectativa de consumo previsto para
determinado período de tempo. A partir daí, calcula-se o ponto de pedido (PP).
Estoque mínimo é uma
quantidade em estoque que, quando atingida, determina a necessidade de
encomendar um novo lote de material. O Emin é igual ao estoque de reserva (Er)
mais o consumo médio do material multiplicado pelo tempo de espera médio, em
dias, para sua reposição.
Emin = Er + dt
Onde:
d = consumo médio do material;
d = consumo médio do material;
t = tempo de espera médio,
em dias, para reposição do material;
O Er, ou de segurança, é uma
quantidade morta em estoque que somente é consumida em caso de extrema
necessidade. Destina-se cobrir eventuais atrasos e garantir a continuidade do
abastecimento da produção, sem o risco de falta de material, que provoca o
custo da ruptura, isto é, o custo de paralisação da produção.
Emax = Emin + lote de compra
Ponto de pedido (PP) é uma
quantidade de estoque que, quando atingida, deverá provocar um novo pedido de
compra.
Intervalo de reposição (IR),
é o período de tempo entre duas reposições de material. È o intervalo de tempo
entre dois PPs.
CUSTO DE PEDIDO (B)
Chamaremos de B o custo de um pedido de compra. Para calcularmos o custo anual de todos os pedidos colocados no período de um ano é necessário multiplicar o custo de cada pedido pelo número de vezes que, em um ano, foi processado.
Se (N) for o número de
pedidos efetuados durante um ano, o resultado será:
B x N = custo total de
pedidos (CTA)
O total das despesas que
compõe o CTA é:
Mão-de-obra - para emissão e
processamento;
b) Material- utilizado na confecção do pedido (papel, etc);
Custos indiretos - despesas
ligadas indiretamente com o pedido( telefone, luz, etc).
Após apuração anual destas
empresas teremos o custo total anual dos pedidos. Para calcular o custo
unitário é só dividir o CTA pelo número total anual de pedidos.
B = CTA = Custo unitário do
pedido
N
- Método para cálculo do
custo do pedido:
1) Mão de obra : Salários e
encargos + honorários do pessoal envolvido, anual;
2) Material: Papel, caneta,
envelope, material de informática, etc, anual;
3) Custos indiretos:
Telefone, luz, correios, reprodução, viagens, custo de área ocupada, servidor
de Internet, etc, anual.
CUSTO
DE ARMAZENAGEM (I)
Para calcular o custo de
armazenagem de determinado material, podemos utilizar a seguinte expressão:
Custo de armazenagem = Q/2 x
T x P x I
Onde:
Q = Quantidade de material
em estoque no tempo considerado
P = Preço unitário do
material
I = Taxa de armazenamento,
expressa geralmente em termos de porcentagem do custo unitário.
T = Tempo considerado de
armazenagem
TAXA DE ARMAZENAMENTO
Taxa de retorno de capital
Ia = 100 x lucro
Valor estoques
b) Taxa de armazenamento físico
Ib = 100 x S xA
C x P
Onde:
S = área ocupada pelo
estoque
A = custo anual do m² de
armazenamento
C = consumo anual
P = preço unitário
c) Taxa de seguro
Ic = 100 x custo anual do seguro
Valor estoque + edifícios
d) Taxa de transporte,
manuseio e distribuição
Id = 100 x depreciação anual do equipamento
Valor do estoque
e) Taxa de obsolescência
Ie = 100 x perdas anuais por obsolescência
Valor do estoque
f) Outras taxas (água, luz...)
If = 100 x despesas anuais
Valor do estoque
Conclui-se então, que a taxa
de armazenamento é:
I = Ia + Ib + Ic + Id + Ie + If
Em virtude de sua grande importância, este tempo deve ser determinado de modo mais realista possível, pois as variações ocorridas durante esse tempo podem alterar toda a estrutura do sistema de estoques.
DETERMINAÇÃO DO PONTO DE PEDIDO (PP).
PP = C x TR + E.min
Onde:
PP = Ponto de pedido
C = Consumo médio mensal /
dia
TR = Tempo de reposição
E.min = Estoque mínimo
1- Emissão do pedido
2- Preparação do pedido
3- Transporte
ESTOQUE MÍNIMO
Emin = Er + C x TR
Onde:
d = consumo médio do
material;
t = tempo de espera médio,
em dias, para reposição do material;
ESTOQUE
MÍNIMO COM VARIAÇÃO.
E.min = T1 x (C2 - C1) + C2 x T4
Onde :
T1 = Tempo para o consumo.
C1 = Consumo normal mensal
C2 = Consumo mensal maior
que o normal
T4 = Atraso no tempo de
reposição
Exemplo:
Um produto possui um consumo mensal de 55 unidades. Qual deverá ser o estoque mínimo se o consumo aumentar para 60 unidades, considerando que o atraso de reposição seja de 20 dias e o tempo de reposição é de 30 dias.
E.min = 1 x (60 - 55) + 60 x 0,67
E.min = 45,2 unidades ou
seja 46 unidades
LOTE
ECONÔMICO
O Lote Econômico ( Le ) é o
resultado de um procedimento matemático, através do qual a empresa adquire o
material necessário às suas atividades pelo seu custo mais baixo. Essa prática
torna possível diluir os custos fixos entre muitas unidades e portanto, reduzir
o custo unitário. Isso, porém, não se consegue de graça: - estoques são criados
e custam dinheiro.
Portanto, não se deve levar
tal procedimento muito longe, pois se as ordens de reposição se tornam muito
grandes, os estoques resultantes crescem além de certos limites e, os custos
tanto de capital como de manuseio, excedem as possíveis economias em custos de
transporte, produção e administração.
Deve-se procurar um tamanho
de lote que minimize o custo total anual.
Os elementos que influenciam
essa determinação são:
I- Taxa de custo ou de posse
A - Custo de aquisição ou de
compra
P- Preço unitário do item
D- Demanda anual
A fórmula, a seguir, se
encontra deduzida em vários livros:
Exemplo:
O consumo de determinada
peça é de 20.000 unidades por ano. O custo de armazenagem por peça e de $ 1,90
por ano e o custo de pedido é de $ 500,00.
Q = √ 2 BC = √ 2 x 500,00 x 20,000 = √ 10,5260315 = 3.245 peças
I
1,90
RESTRIÇÕES AO LOTE ECONÔMICO
1. Espaço de Armazenagem -
uma empresa que passa a adotar o método em seus estoques, pode deparar-se com o
problema de falta de espaço, pois, às vezes, os lotes de compra recomendados
pelo sistema não coincidem com a capacidade de armazenagem do almoxarifado;
2. Variações do Preço de
Material - Em economias inflacionarias, calcular e adquirir a quantidade ideal
ou econômica de compra, com base nos preços atuais para suprir o dia de amanhã,
implicaria, de certa forma, refazer os cálculos tantas vezes quantas fossem as
alterações de preços sofridas pelo material ao longo do período, o que não se
verifica , com constância, nos países de economia relativamente estável, onde o
preço permanece estacionário por períodos mais longos;
3. Dificuldade de Aplicação - Esta dificuldade decorre, em grande parte, da falta de registros ou da dificuldade de levantamento dos dados de custos. Entretanto, com referência a este aspecto, erros, por maiores que sejam, na apuração destes custos não afetam de forma significativa o resultado ou a solução final. São poucos sensíveis à alterações razoáveis nos fatores de custo considerados. Estes são, portanto, sempre de precisão relativa;
4. Natureza do Material -
Pode vir a se constituir em fator de dificuldade. O material poderá tornar-se
obsoleto ou deteriorar-se;
5. Natureza de Consumo - A
aplicação do lote econômico de compra, pressupõe, em regra, um tipo, de demanda
regular e constante, com distribuição uniforme. Como isto nem sempre ocorre com
relação à boa parte dos itens, é possível que não consigamos resultados
satisfatórios ou esperados com os materiais cujo consumo seja de ordem
aleatória e descontínua.
Podemos, nestas circunstâncias, obter uma quantidade pequena que inviabilize a sua utilização.
ADMINISTRAÇÃO
DOS SERVIÇOS DE COMPRAS
NOÇÕES
FUNDAMENTAIS DE COMPRAS
"A arte de comprar está
se tornando cada vez mais uma profissão e cada vez menos um jogo de
sorte".
"Em muitos casos não é
o custo que determina o preço de venda, mas o inverso. O preço de venda
necessário determina qual deve ser o custo. Qualquer economia, resultando em
redução de custo de compra, que é uma parte de despesa de operação de uma
industria, é 100% lucro. Os lucros das compras são líquidos".
(HENRY FORD)
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Embora todos saibamos
comprar, em função do cotidiano de nossas vidas, é imprescindível a
conceituação da atividade, que significa procurar e providenciar a entrega de
materiais, na qualidade especificada e no prazo necessário, a um preço justo,
para o funcionamento, a manutenção ou a ampliação da empresa.
CONCEITO
DE COMPRA
É a função responsável pela
obtenção do material no mercado fornecedor, interno ou externo, através da mais
correta tradução das necessidades em termos de fornecedor/requisitante.
É ainda, a unidade
organizacional que, agindo em nome das atividades requisitantes, compra o
material certo1, ao preço certo2, na hora certa3, na quantidade certa4 e da
fonte certa5.
MATERIAL
CERTO
É importante que o comprador
esteja em situação de certificar-se se o material comprado, de um fornecedor
está de acordo com o solicitado. O comprador deve, portanto, desenvolver um
“sentido técnico a fim de descobrir eventuais discrepâncias entre a cotações de
um fornecedor e as especificações da Requisição de Compras. O comprador deve
ter condições de reconhecer, em uma eventual alternativa de cotação, uma
economia do custo potencial ou a idéia de melhoria do produto. Evidentemente, em
tais circunstancias, a decisão final não será do comprador mas ele deve ter
habilidade para encaminhar aos setores requisitantes ou técnicos da empresa
essas sugestões.
Toda vez que uma requisição
não for suficientemente clara, o comprador deverá solicitar esclarecimentos ou,
se for o caso, devolvê-la a fim de que seja preenchida corretamente e de
maneira que transmita exatamente o que se deseja adquirir”.
Em hipótese alguma o
comprador deve der inicio a um processo de compras, sem ter idéia exata de que
quer comprar. Objetivando um melhor conhecimento do que vai comprar, o
comprador, sempre que possível, deverá entrar em contato cem os setores que
utilizam ou que vão utilizar o material ou serviço a ser adquirido, de que
maneira e se inteirar de todos os problemas e dificuldades que poderão ocorrer
ou ocorrem quando da utilização do item requisitado.
Em resumo: cada vez mais,
hoje em dia, o comprador deve ser um técnico.
PREÇO
CERTO
Nas grandes empresas,
subordinado a Compras, existe o Setor de Pesquisa e Análise de Compras. Sua
função é, entre outras, a de calcular o "preço objetivo" do item (com
base em desenhos e especificações) . O cálculo desse "preço objetivo"
é feito baseando-se no tempo de execução do item, na mão de obra direta, no
custo da matéria-prima com mão de obra média no mercado; a este valor deve-se
acrescentar um valor, pré-calculado, de mão de obra indireta. Ao valor
encontrado deve-se somar o lucro. Todos estes valores podem ser obtidos através
de valores médios do mercado, e do balanço e demonstrações de lucros e perdas
dos diversos fornecedores.
O "preço objetivo" é que vai servir de orientação ao comprador quando de uma concorrência. No julgamento da concorrência duas são as possíveis situações:
O "preço objetivo" é que vai servir de orientação ao comprador quando de uma concorrência. No julgamento da concorrência duas são as possíveis situações:
a) Preço muito mais alto do
que o "preço objetivo": nessas circunstâncias, eventualmente, o
comprador poderá chamar o fornecedor e solicitar esclarecimentos ou uma
justifica tive do preço. O fornecedor ou está querendo ter um lucro excessivo,
ou possui sistemas onerosos de fabricação ou um mau sistema de apropriação de
custos;
b) Preço muito mais baixo
que o "preço objetivo": o menor preço não significa hoje em dia, o
melhor negócio. Se o preço do fornecedor for muito mais baixo, dois podem ser
os motivos: 1) O fornecedor desenvolveu uma técnica de fabricação tal que
conseguiu diminuir seus custos;
2) O fornecedor não soube
calcular os seus custos e nessas circunstâncias dois problemas podem ocorrer:
ou ele não descobre os seus erros e fatalmente entrará em dificuldades
financeiras com possibilidades de interromper seu fornecimento, ou descobre o
erro e então solicita um reajuste de preço que, na maioria das vezes, poderá
ser maior que o segundo preço na concorrência original. Portanto, se o preço
for muito mais baixo que o preço objetivo, o fornecedor deve ser chamado, a fim
de prestar esclarecimentos. Deve-se sempre partir do princípio fundamental de
que toda empresa deve ter lucro, evidentemente um lucro comedido, e que,
portanto, não nos interessa que qualquer fornecedor tenha prejuízos. Se a
empresa não tiver condições de determinar esse preço objetivo, pelo menos, o
comprador deve abrir a concorrência tendo uma idéia de que vai encontrar pela
frente. Nessas circunstâncias, ele deve tomar como base ou o último preço, ou,
se o item for um item novo, deverá fazer uma pesquisa preliminar de preços.
Em resumo: nunca o comprador
deve dar início a uma concorrência, sem ter uma idéia do que vai receber como
propostas.
HORA CERTA
O desenvolvimento industrial
atual e o aumente cada vez maior do numero de empresas de produção em série,
torna o tempo de entrega, ou os prazos de entrega, um dos fatores mais
importantes no julgamento de uma concorrência. As diversas flutuações de preços
do mercado e o perigo de estoques excessivos fazem cem que e comprador
necessite coordenar esses dois fatores da melhor maneira possível, a fim de
adquirir na hora certa o material para a empresa.
QUANTIDADE
CERTA
A quantidade a ser adquirida
é cada vez mais importante por ocasião da compra. Até pouco tempo atrás aumentava-se
a quantidade a ser adquirida objetivando melhorar e preço; entretanto outros
fatores como custo de armazenagem, capital investido em estoques etc., fizeram
com que maiores cuidados fossem tornados na determinação da quantidade certa ou
na quantidade mais econômica a ser adquirida. Para isso foram deduzidas
fórmulas matemáticas objetivando facilitar a determinação da quantidade a ser
adquirida.
Entretanto, qualquer que
seja, a fórmula ou método a ser adotado não elimina a decisão final da Gerência
de Compras com eventuais alterações destas quantidades devido as situações
peculiares do mercado.
FONTE
CERTA
De nada adiantará ao
comprador saber exatamente o material a adquirir, o preço certo, o prazo certo
e a quantidade certa, se não puder encontrar uma fonte de fornecimento que
possa agrupar todas as necessidades. A avaliação dos fornecedores e o
desenvolvimento de novas fontes de fornecimento são fatores fundamentais para o
funcionamento de compras. Devido a essas necessidades o comprador, exceto o
setor de vendas da empresa, é o elemento que mantém e deve manter o maior
número de contatos externos na busca cada vez mais intensa de ampliar o mercado
de fornecimento.
Importante é este item que
mais adiante vamos tratar com detalhes como escolher e selecionar novos
fornecedores.
FUNÇÃO
DE COMPRAS
A Função Compras é uma das
engrenagem do grande conjunto denominado Sistema Empresa ou Organização e deve
ser devidamente considerado no contexto, para que deficiências não venham a
ocorrer, provocando demoras onerosas, produção ineficiente, produtos
inferiores, o não cumprimento de promessas de entregas e clientes
insatisfeitos.
A competitividade no
mercado, quanto a vendas, e em grande parte, assim como a obtenção de lucros
satisfatórios, devida a realização de boas compras, e para que isto ocorra é
necessário que se adquira materiais ao mais baixo custo, desde que satisfaçam
as exigências de qualidade.
O custo de aquisição e o
custo de manutenção dos estoques de material devem, também, ser mantidos em um
nível econômico. Essas considerações elementares são a base de toda a função e
ciência de Compras.
A função Compras compreende:
- Cadastramento de
Fornecedores;
- Coleta de Preços;
- Definição quanto ao
transporte do material;
- Julgamento de Propostas;
- Diligenciamento do preço,
do prazo e da qualidade do material;
- Recebimento e Colocação da
Compra.
FLUXO
SINTÉTICO DE COMPRAS
1 Recebimento da Requisição
de Compras
2 Escolha dos Fornecedores
3 Consulta aos Fornecedores
4 Recebimento das Propostas
5 Montagem do Mapa
Comparativo de Preços
6 Análise das propostas e
escolha
7 Emissão do documento
contratual
8 Diligenciamento
9 Recebimento
OBJETIVO
DE COMPRAS
De uma maneira bastante
ampla, e que demonstra que a função compras não existe somente no momento da
compra propriamente dita, mas que a mesma possui uma maior amplitude,
envolvendo a tomada de decisões, procedendo a análises e, determinando ações
que antecedem ao ato final, podemos dizer que compras tem como objetivo
"comprar os materiais certos, com a qualidade exigida pelo produto, nas
quantidades necessárias, no tempo requerido, nas melhores condições de preço e
na fonte certa".
Para que estes objetivos
sejam atingidos, deve-se buscar alcançar as seguintes metas fundamentais:
1 - Atender o cronograma de
produção, através do fornecimento contínuo de materiais;
2 - Estocar ao mínimo, sem
comprometer a segurança da produção desde que
represente uma economia para a organização;
represente uma economia para a organização;
3 - Evitar multiplicidade de
itens similares, o desperdício, deterioração e obsolescência;
4 - Manter a qualidade dos
materiais conforme especificações;
5 - Adquirir os materiais a
baixo custo sem demérito a qualidade;
6 - Manter atualizado o
cadastro de fornecedores.
TIPOS
DE COMPRAS
Toda e qualquer ação de compra é precedida por um desejo de consumir algo ou investir. Existem pois, basicamente, dois tipos de compra:
- a compra para consumo e;
- a compra para
investimento.
1.6.1 Compra para investimento
Enquadram-se as compras de
bens e equipamentos que compõem o ativo da empresa (Recursos Patrimoniais).
COMPRAS PARA CONSUMO
São de matérias primas e
materiais destinados a produção, incluindo-se a parcela de material de
escritório. Algumas empresas denominam este tipo de aquisição como compras de
custeio.
As compras para consumo,
segundo alguns estudiosos do assunto, subdividem-se em:
- compras de materiais
produtivo e;
- compras de material
improdutivo.
MATERIAIS
PRODUTIVOS
São aqueles materiais que
integram o produto final, portanto, neste caso, matéria-prima e outros materiais
que fazem parte do produto, sendo que estes diferem de indústria - em função do
que é produzido.
MATERIAIS
IMPRODUTIVOS
São aqueles que, sendo
consumido normal e rotineiramente, não integram o produto, o que quer dizer que
é apenas material de consumo forçado ou de custeio.
Em função do local onde os
materiais estão sendo adquiridos, ou de suas origens, a compra pode ser
classificada como: Compras Locais ou Compras por Importação.
COMPRAS
LOCAIS
As atividades de compras
locais podem ser exercidas na iniciativa privada e no serviço público. A
diferença fundamental entre tais atividades é a formalidade no serviço público
e a informalidade na iniciativa privada, muito embora com procedimentos
praticamente idênticos, independentemente dessa particularidade. As Leis nº
8.666/93 e 8.883/94, que envolvem as licitações no serviço público, exigem
total formalidade. Seus procedimentos e aspectos legais serão detalhados em
Compras no Serviço Público.
COMPRAS
POR IMPORTAÇÃO
As compras por importação
envolvem a participação do administrador com especialidade em comércio
exterior, motivo pelo qual não cabe aqui nos aprofundarmos a esse respeito.
Seus procedimentos encontram-se expostos a contínuas modificações de
regulamentos, que compreendem, entre outras, as seguintes etapas:
a. Processamento de faturas
pro forma;
b. Processamento junto ao
Departamento de Comércio Exterior - DECEX - dos documentos necessários à
importação;
c. Compra de câmbio, para
pagamento contra carta de crédito irrevogável;
d. Acompanhamento das ordens
de compra (purchase order) no exterior;
e. Solicitação de averbações
de seguro de transporte marítimo e/ou aéreo;
f. Recebimento da mercadoria
em aeroporto ou porto;
g. Pagamento de direitos
alfandegários;
h. Reclamação à seguradora,
quando for o caso.
Quanto a formalização das
compras, as mesmas podem ser:
COMPRAS
FORMAIS
São as aquisições de
materiais em que é obrigatória a emissão de um documento de formalização de
compra. Estas compras são determinadas em função de valores pré - estabelecidos
e conforme o valor a formalidade e feita em graus diferentes.
COMPRAS
INFORMAIS
São compras que, por seu
pequeno valor, não justificam maior processamento burocrático.
Sequência Lógica de Compras
Para se comprar bem é
preciso conhecer as respostas de cinco perguntas, as quais irão compor a lógica
de toda e qualquer compra:
- O que
comprar? R. - Especificação / Descrição do Material
Esta pergunta deve ser
respondida pelo requisitante, que pode ou não ser apoiado por áreas técnicas ou
mesmo compras para especificar o material.
- Quanto e Quando
comprar? R.- É função direta da expectativa de consumo, disponibilidade
financeira, capacidade de armazenamento e prazo de entrega.
A maior parte das variáveis
acima deve ser determinada pelo órgão de material ou suprimento no setor
denominado gestão de estoques.
A disponibilidade financeira
deve ser determinada pelo orçamento financeiro da Empresa.
A capacidade de
armazenamento é limitada pela própria condição física da Empresa.
- Onde
comprar? R.- Cadastro de Fornecedores.
É de responsabilidade do
órgão de compras criar e manter um cadastro confiável (qualitativamente) e
numericamente adequado (quantitativa). Como suporte alimentador do cadastro de
fornecedores deve figurar o usuário de material ou equipamentos e logicamente
os próprios compradores.
- Como comprar? R.- Normas ou Manual de Compras da Empresa.
Estas Normas deverão
retratar praticamente a política de compras na qual se fundamenta a Empresa.
Originadas e definidas pela cúpula Administrativa deverão mostrar entre outras,
competência para comprar, contratação de serviços, tipos de compras, fórmulas
para reajustes de preços, formulários e rotinas de compras, etc.
- Outros Fatores
Além das respostas as
perguntas básicas o comprador deve procurar, através da sua experiência e
conhecimento, sentir em cada compra qual fator que a influencia mais, a fim de
que possa ponderar melhor o seu julgamento. Os fatores de maior influência na
compra são: Preço; Prazo; Qualidade; Prazos de Pagamento; Assistência Técnica.
CENTRALIZAÇÃO
DAS COMPRAS
Em quase todas as empresas
mantém-se um departamento separado para compras. A razão que as leve a proceder
assim diz respeito a custos e padronização, assim sendo, somente alguns
materiais são dele gados a aquisição, e estes são aqueles de uso mais
insignificante, em termos de custos, para a empresa, e que por essa razão não
sofrem maiores controles.
A empresa que atua em
diversos locais distintos não necessariamente deve centralizar compras em um
único local, neste caso procede-se uma analise e se a mesma for favorável
deve-se regionalizar as compras visando um atendimento mais rápido e um custo
menor de transporte.
O abastecimento centralizado
oferece as seguintes vantagens:
1 - Melhor aproveitamento
das verbas para compras;
A concentração das verbas
para compras aumenta o poder de barganha;
2 - Melhor controle por
parte da direção;
3 - Melhor aproveitamento de
pessoal;
4 - Melhoramento das
relações com fornecedores.
SELEÇÃO
DE FORNECEDORES
A escolha de um fornecedor é
uma das atividades fundamentais e prerrogativa exclusiva de compras. O bom
fornecedor é quem vai garantir que todas aquelas clausulas solicitadas, quando
de uma compra, sejam cumpridas. Deve o comprador procurar, de todas as
maneiras, aumentar o número de fornecedores em potencial a serem consultados,
de maneira que se tenha certeza de que o melhor negócio foi executado em
benefício da empresa. O número limitado de fornecedores a serem consultados,
constituem uma limitação das atividades de compras.
O processo de seleção das
fontes de fornecimento não se restringe a uma única ocasião, ou seja, quando e
necessária a aquisição de determinado material.
A atividade deve ser
exercida de forma permanente e contínua, através de várias etapas, entre as
quais selecionamos as seguintes:
ETAPA
1 - LEVANTAMENTO E PESQUISA DE MERCADO
Estabelecida a necessidade
da aquisição para determinado material, e necessário levantar e pesquisar
fornecedores em potencial. O levantamento poderá ser realizado através dos
seguintes instrumentos:
- Cadastro de Fornecedores
do órgão de Compras;
- Edital de Convocação;
- Guias Comerciais e
Industriais;
- Catálogos de Fornecedores;
- Revistas especializadas;
- Catálogos Telefônicos;
- Associações Profissionais
e Sindicatos Industriais.
ETAPA
2 - ANÁLISE E CLASSIFICAÇÃO
Compreende a análise dos
dados cadastrais do fornecedor e a respectiva classificação quanto aos tipos de
materiais a fornecer, bem como, a eliminação daqueles fornecedores que não
satisfizerem as exigências da empresa.
ETAPA
3 - AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO
Esta etapa é efetuada pós -
cadastramento e nela faz-se o acompanhamento do fornecedor quanto ao
cumprimento do contratado, servindo não raras vezes como elemento de eliminação
das empresas fornecedoras.
COMPRAS
X CUSTOS INDUSTRIAIS
Modernamente a função de
compras tem sido desenvolvida dentro de um novo sistema de maturidade com
técnicas mais sofisticadas.
Um dos aspectos que devem
merecer muita atenção são os custos industriais que representam percentual
considerável na composição final do preço de venda.
CUSTO
INDUSTRIAL = CUSTO DE AQUISIÇÃO + CUSTO DE TRANSFORMAÇÃO.
O controle da eficiência dos
custos de transformação já são perfeitamente realizados através de técnicas
consagradas, entretanto o controle da eficiência de aquisição constitui um
problema de difícil equacionamento, principalmente em virtude de a atividade de
aquisição estar voltada para fora da empresa e sujeita a um sem-número de
fatores ainda não controláveis.
Muitos estudos têm mostrado
que os gastos relativos a compras em empresas de manufatura podem alcançar mais
de 50% da receita líquida.
ORGANIZAÇÃO
DO SERVIÇO DE COMPRAS
As compras podem ser
centralizadas ou não. O tipo de empreendimento é que vai definir a necessidade
de centralizar.
Uma prática muito usada é
ter um comitê de compras, em que pessoas de todas as áreas da empresa
participem das decisões.
As vantagens da
centralização dos serviços de compras são sempre postas em dúvida pelos
departamentos que necessitam de materiais. De modo geral, a centralização
apresenta aspectos realmente positivos, pela redução dos preços médios de
aquisição, apesar de, em certos tipos de compras, ser mais aconselhável à
aquisição descentralizada.
VANTAGENS
DE CENTRALIZAR:
visão do todo quanto à
organização do serviço;
poder de negociação para
melhoria dos níveis de preços obtidos dos fornecedores;
influência no mercado devido
ao nível de relacionamento com os fornecedores;
análise do mercado, com
eficácia, em virtude da especialização do pessoal no serviço de compras;
controle financeiro dos
compromissos assumidos pelas compras associado a um controle de estoques;
economia de escala na
aquisição centralizada, gerando custos mais baixos;
melhor qualidade, por causa
da maior facilidade de implantação do sistema de qualidade;
h) sortimento de produtos
com mais consistência, para suportar as promoções nacionais;
i) especialização das
atividades para o pessoal da produção não perder muito tempo com contatos com
os vendedores.
O USO DE COMITÊ TEM AS SEGUINTES VANTAGENS:
larga faixa de experiência é
aplicada nas decisões;
b) as decisões são tomadas
numa atmosfera mais científica;
c) o nível de pressões sobre
compras é mais baixo, melhorando as relações dos compradores com o pessoal
interno e os vendedores;
d) A co-participação das
áreas dentro do espírito de engenharia simultânea, cria um ambiente favorável
para melhor desempenho tanto do ponto de vista político, como profissional.
PONTOS
IMPORTANTES PARA DESCENTRALIZAÇÃO:
Adequação da compra devido
ao conhecimento dos problemas específicos da área onde o comprador exerce sua
atividade.
b) menor estoque e com uma
variedade mais adequada, por causa de peculiaridades regionais da qualidade,
quantidade, variedade.
c) coordenação, em virtude
do relacionamento direto com o fornecedor, levando a unidade operacional a
atuar de acordo com as necessidades regionais.
d) flexibilidade
proporcionada pelo menor tempo de tramitação das ordens, provocando menores
faltas.
CUIDADOS
AO COMPRAR
O processo de produção
inicia-se com planejamento das vendas, estabelecimento de uma política de
estoque de produtos acabados e listagem dos itens e quantidades de produtos a
serem fabricados, quantidades estas distribuídas ao longo de um cronograma de
produção.
Um sistema de planejamento
de produção fixa as quantidades a comprar somente na etapa final da elaboração
do plano de produção. As quantidades líquidas a comprar serão apuradas pela
desagregação das fichas de produção e em especial pela listagem de materiais
necessários para compor cada unidade de produto a ser produzido. Será
necessário comparar as necessidades de materiais com as existências nos
estoques de matérias-primas, para se apurar as necessidades líquidas
distribuídas no tempo conforme o cronograma de produção necessária para atender
ao planejamento de vendas.
Entretanto, a execução da
compra será a primeira etapa executiva do programa de produção. O término da
programação e o início das atividades de compra caracterizam-se, portanto, como
uma área com muitas facilidades de conflitos, conflitos estes sempre agravados
pelos atrasos normais e habituais do planejamento.
As pressões exercidas pelos
setores de produção e faturamento reforçam ainda mais a probabilidade de
atritos na área de compras. Neste momento todos se esquecem dos atrasos no
planejamento das vendas e na programação da produção.
Outro aspecto interessante
do relacionamento dentro da área de compras é a inversão curiosa de atitude que
se processa entre o comprador e o vendedor após a emissão do pedido. A posição
inicial de vendedor é sempre solicitante e o comprador nesta fase poderá usar
seus recursos de pressão para forçar o vendedor a chegar às condições ideais
para a empresa.
Uma vez emitido o pedido, o
comprador perde sua posição de comando e passa a uma atitude de expectativa.
Procurará de agora em diante adotar uma atitude de vigilância, procurando
cuidar para que os fornecimentos sejam feitos e os prazos cumpridos.
COTAÇÃO DE PREÇOS
O depto de compras com base nas solicitações de mercadorias, efetua a cotação dos produtos requisitados.
Após efetuadas as cotações o
órgão competente analisa qual a proposta mais vantajosa levando em consideração
os seguintes itens:
a) prazo de pagamento;
b) valor das parcelas;
Para análise, utilizamos a seguinte fórmula:
b) valor das parcelas;
Para análise, utilizamos a seguinte fórmula:
VA = VF
(1 + i)
VA = Valor atual do produto
VF = Valor futuro do produto
i = Taxa de juros
n = prazo de pgto
(1 + i)
VA = Valor atual do produto
VF = Valor futuro do produto
i = Taxa de juros
n = prazo de pgto
O
PEDIDO DE COMPRA
Após término da fase de
cotação de preços dos materiais e analise da melhor proposta para fornecimento,
o setor de compras emite o pedido de compras para a empresa escolhida. Esse
pedido deverá ter com clareza a descrição do material a ser comprado, bem como
as descrições técnicas, para que não ocorra as freqüentes dúvidas que comumente
acontecem.
Preferencialmente o pedido
deverá ser emitido em 3 vias, sendo a 1ª e 2ª vias enviadas ao fornecedor, o
qual colocará ciente na 2ª via e a devolverá, que passará a ter força de
contrato, funcionando como um "instrumento particular de compromisso de
compra e venda". A 3ª via funciona como follow up do pedido.
O
RECEBIMENTO DE MATERIAIS
No recebimento dos materiais
solicitados, alguns principais aspectos deverão ser considerados como:
Especificação técnica:
conferencia das especificações pedidas com as recebidas.
Qualidade dos materiais:
conferencia física do material recebido.
Quantidade: Executar
contagem física dos materiais, ou utilizar técnicas de amostragem quando for
inviável a contagem um a um.
Preço:
Prazo de entrega:
conferencia se o prazo esta dentro do estabelecido no pedido.
Condições de pgto:
conferencia com relação ao pedido.
O
ARMAZENAMENTO
Na definição do local adequado para o armazenamento devemos considerar:
- Volume das mercadorias / espaço disponível;
- Resistência / tipo das mercadorias (itens de fino acabamento);
- Número de itens;
- Temperatura, umidade, incidência de sol, chuva, etc;
- Manutenção das embalagens originais / tipos de embalagens;
- Velocidade necessária no atendimento;
- O sistema de estocagem escolhido deve seguir algumas técnicas imprescindíveis na Adm. de Materiais. As principais técnicas de estocagem são:
a) Carga unitária:
Dá-se o nome de carga unitária à carga constituída de embalagens de transporte
que arranjam ou acondicionam uma certa quantidade de material para possibilitar
o seu manuseio, transporte e armazenamento como se fosse uma unidade. A
formação de carga unitária se através de pallets. Pallet é um estrado de
madeira padronizado, de diversas dimensões. Suas medidas convencionais básicas
são 1.100mm x 1.100mm, como padrão internacional para se adequar aos diversos
meios de transportes e armazenagem;
b) Caixas ou Gavetas: É a técnica de estocagem ideal para materiais de pequenas dimensões, como parafusos, arruelas, e alguns materiais de escritório; materiais em processamento, semi acabados ou acabados. Os tamanhos e materiais utilizados na sua construção serão os mais variados em função das necessidades específicas de cada atividade.
c) Prateleiras: É uma
técnica de estocagem destinada a materiais de tamanhos diversos e para o apoio
de gavetas ou caixas padronizadas. Também como as caixas poderão ser
construídas de diversos materiais conforme a conveniência da atividade. As
prateleiras constitui o meio de estocagem mais simples e econômico.
d) Raques: Ao raques são construídos para acomodar peças longas e estreitas como tubos, barras, tiras, etc.
e) Empilhamento: Trata-se de uma variante da estocagem de caixas para aproveitamento do espaço vertical. As caixas ou pallets são empilhados uns sobre os outros, obedecendo a uma distribuição eqüitativa de cargas. Container Flexível: È uma das técnicas mais recentes de estocagem, é uma espécie de saco feito com tecido resistente e borracha vulcanizada, com um revestimento interno conforme o uso.
COMERCIALIZAÇÃO
E CONSUMO
Objetivos:
- Suprir mercado;
- Atender satisfatoriamente o cliente;
- Garantia de reposição de itens;
- Obtenção de lucro;
- Continuidade do negócio.
- Atender satisfatoriamente o cliente;
- Garantia de reposição de itens;
- Obtenção de lucro;
- Continuidade do negócio.
Poderíamos resumir que a comercialização no setor de materiais, deverá estar preparada para vender as mercadorias do estoque, de maneira mais rentável e prestando o melhor atendimento.
Para tanto é imprescindível
que a empresa conheça o mercado onde atua; os concorrentes; o produto que
vende; e os meios para vendê-los e os clientes.
Com relação ao mercado é
necessário saber qual a potencialidade, o que poderá ser absorvido pelos
consumidores.
Poderíamos fazer as
seguintes perguntas:
- Qual o volume aproximado de vendas que se pode estimar
?
- Quais as características desse mercado ? Tende a crescer ?
- Existem novos projetos para a região que poderiam incrementar os negócios ?
- Quais as características desse mercado ? Tende a crescer ?
- Existem novos projetos para a região que poderiam incrementar os negócios ?
Essas e muitas outras
questões devem ser colocadas e analisadas pela empresa, a fim de estabelecer a
quantidade de m.o., volume e características do estoque e política de comercialização.
CONHECIMENTO
DO PRODUTO
O conhecimento do produto, pode ser decisivo, na comercialização, sendo capaz de alterar o comportamento de vendas.
Devemos saber:
- Origem: quem é o fabricante, ou fornecedor, qual a
garantia, utilização, características técnicas.
- Nome do produto: denominação técnica e popular.
- Função: 0nde é aplicado e para que se destina, o que faz.
- Inter relação: um dado precioso, pois a utilização de um item pode influir no outro.
- Intercambialidade: o mesmo componente poderá ser utilizado em mais de um produto ou processo.
- Preço: valor, condições de venda, prazo, desconto.
- Nome do produto: denominação técnica e popular.
- Função: 0nde é aplicado e para que se destina, o que faz.
- Inter relação: um dado precioso, pois a utilização de um item pode influir no outro.
- Intercambialidade: o mesmo componente poderá ser utilizado em mais de um produto ou processo.
- Preço: valor, condições de venda, prazo, desconto.
POLÍTICA
DE COMERCIALIZAÇÃO
A comercialização é uma
atividade que deve respeitar normas e princípios para poder se desenvolver com
sucesso.
Para isso a empresa deve
estabelecer uma Política de Comercialização, isto é, as normas de vendas,
definindo e detalhando, todo o processo de vendas.
A política deverá, tratar de
categorias de vendas, tipos de clientes, prazos, entregas, garantia e política
de preços.
Toda política comercial
deverá ser estabelecida objetivando praticas saudáveis de comercialização para
obter a realização de vendas com qualidade.
O item preço x margem de
lucro, exige uma análise bastante ampla, pois é necessário conquistar e manter
mercado, tendo preços competitivos, com uma margem de lucro coerente com o
volume comercializado e com o produto, tendo em vista as práticas da
concorrência ou as peculiaridades daquele mercado. Um cuidado muito grande pois
pratica de concessão de descontos e condições descabidas, levam a
ealização de vendas suicidas.
Exemplo:
Venda
saudável Venda suicida
Preço de venda........................................ 100 100
Desconto.......................................................... 0 30
Preço líquido............................................ 100 70
C.M.V............................................................. 60 60
ICMS 18%................................................ .. 18 12,6
COFINS 7,6%............................................... 7,6 5,32
PIS 1,65%................................................... 1,65 1,55
CPMF 0,38%............................................... 0,38 0,27
ICMS compra.............................................. 10,8 10,8
Resultado antes do IR 23,17 1,06
Preço de venda........................................ 100 100
Desconto.......................................................... 0 30
Preço líquido............................................ 100 70
C.M.V............................................................. 60 60
ICMS 18%................................................ .. 18 12,6
COFINS 7,6%............................................... 7,6 5,32
PIS 1,65%................................................... 1,65 1,55
CPMF 0,38%............................................... 0,38 0,27
ICMS compra.............................................. 10,8 10,8
Resultado antes do IR 23,17 1,06
É de fundamental importância da consciência de que não é somente preço que promove a venda do produto, mas principalmente os serviços prestados na venda e no pós-venda, ampliando o valor de seus produtos, com a agregação de valor, que se dá basicamente nos serviços de venda, pós-venda e seguimento de venda, agregadas ao valor da marca.
Tendo em vista que a
operação de compra e venda foi realizada dentro do Estado de S. Paulo, pede-se
o cálculo do resultado nas duas situações de desconto em valor e percentual,
margem bruta e margem líquida.
Ao estabelecer a política de
vendas, devem levar em consideração também as modalidades e formas:
- Vendas internas e diretas:
são aquelas atendidas na loja, diretamente ao comprador usuário.
- Vendas internas indiretas: são aquelas realizadas através de outros setores da própria empresa.
- Vendas a órgãos governamentais: são as realizadas normalmente através de concorrências públicas.
- Vendas externas: são as realizadas no "campo", por vendedores ou representantes.
- Vendas internas indiretas: são aquelas realizadas através de outros setores da própria empresa.
- Vendas a órgãos governamentais: são as realizadas normalmente através de concorrências públicas.
- Vendas externas: são as realizadas no "campo", por vendedores ou representantes.
Todas essas formas de
vendas, poderão ser realizadas, no atacado ou no varejo.
a) Atacado: se caracteriza
por ser um importante segmento produtivo, no qual se procura atingir um maior
volume de vendas, faturamento e lucro, com margens unitárias menores e
condições diferenciadas. Público alvo: Distribuidores, grandes empresas, que
tenham grande capacidade de escoamento de produtos.
b) Varejo: são as vendas
realizadas, diretamente ao consumidor final, em quantidades normalmente
menores, com margem de lucro unitário maior e quase sempre a vista ou
financiado. Público alvo: consumidor final.
Arranjo Físico -
Layout
Planejar o arranjo físico de
uma certa instalação significa tomar decisões sobre a forma como serão
dispostos, nessa instalação, os centros de trabalho que aí devem permanecer.
Pode-se conceituar como centro de trabalho a qualquer coisa que ocupe espaço:
um departamento, uma sala, uma pessoa ou grupo de pessoas, máquinas,
equipamentos, bancadas e estações de trabalho, etc. Em todo o planejamento de
arranjo físico, irá existir sempre uma preocupação básica: tornar mais fácil e
suave o movimento do trabalho através do sistema, quer esse movimento se refira
ao fluxo de pessoas ou de materiais.
Podemos citar em princípio
três motivos que tornam importantes as decisões sobre arranjo físico:
a) elas afetam a capacidade
da instalação e a produtividade das operações: uma mudança adequada no arranjo
físico pode muitas vezes aumentar a produção que se processa dentro da instalação
no fluxo de pessoas e/ou materiais;
b) mudanças no arranjo
físico podem implicar no dispêndio de consideráveis somas de dinheiro,
dependendo da área afetada e das alterações físicas necessárias nas
instalações, entre outros fatores;
c) as mudanças podem
apresentar elevados custos e dificuldades técnicas para futuras reversões;
podem ainda causar interrupções indesejáveis no trabalho.
Por todos esses motivos,
poderia à primeira vista parecer que um arranjo físico, uma vez estabelecido, é
quase imutável e se aplica prioritariamente a novas instalações.
Isso não é verdade,
entretanto, diversos fatores podem conduzir a alguma mudança em instalações já
existentes: a ineficiência de operações, taxas altas de acidentes, mudanças no
produto ou no serviço ao cliente, mudanças no volume de produção ou fluxo de
clientes.
Num esforço de
sistematização, costuma-se agrupar os arranjos físicos possíveis em três
grandes tipos:
- Arranjo físico por
produto: corresponde ao sistema de produção contínua (como linha de montagem);
- Arranjo físico por
processo: corresponde ao sistema de produção de fluxo intermitente ( como a
produção por lotes ou encomendas );
- Arranjo físico de
posição fixa: corresponde ao sistema de produção em projetos.
RECURSOS
HUMANOS
Na administração atual fica
cada vez mais evidente a importância das relações humanas na empresa. Ex.: Os
investimentos que as empresas vem fazendo para conquista de capital humano e
intelectual.
No setor de materiais também
não é diferente, pois as preocupações são as mesmas de uma organização como um
todo, só que com foco centrado na sua atividade como parte do todo empresarial,
tendo suas preocupações específicas, com relação às condições de trabalho,
segurança, salários, cargos, treinamento, hierarquia, etc.
Dentro do setor de materiais
as funções mais usuais são:
- Gerente: função
responsável pela Administração do setor, pelo cumprimento das metas e objetivos
estabelecidos , seja pela eficiência ou pelo lucro no caso de comercialização
direta.
- Programador: função
responsável pelo planejamento e coordenação de compra de modo a obter um
equilíbrio no estoque.
- Comprador: função
responsável pelas compras, com critérios de preço, formas de pagamento,
qualidade, quantidade, prazo de entrega, etc.
- Controlador de
Estoque: função responsável pelo controle de entrada e saída de
mercadorias do estoque.
- Estoquista: função
responsável pelas atividades de recepção, locação e proteção das mercadorias,
de modo a mantê-las em perfeitas condições sempre.
- Atendente: função
responsável pelo atendimento das requisições dos diversos setores da empresa.
- Vendedor ou
Balconista: função responsável pelas vendas ou solicitações dos clientes,
quando for o caso.
Dentre essas funções, poderemos encontrar uma grande variação de empresa para empresa, mas algumas delas são básicas e fundamentais.
O relacionamento entre as
funções e sua hierarquia também deverá ser muito clara para todos empregados do
setor.
Bibliografia/Links Recomendados
CHIAVENATO, Idalberto. Iniciação a Administração de
Materiais. São Paulo: Makron, McGraw-Hill, 1991.
DIAS, Marco Aurélio P. Administração de Materiais uma
abordagem logística, São Paulo: Atlas, 1997.
_______. Administração de Materiais: edição compacta, São
Paulo: Atlas, 1995.
_______. Gerência de Materiais. São Paulo: Atlas, 1986.
GURGEL, Floriano C. A. Administração do Fluxos de
Materiais e Produtos. São Paulo: Atlas, 1996.
MARTINS, Petrônio G. Administração de Materiais e
Recursos Empresariais, São Paulo: Saraiva, 2000.
MOREIRA, Daniel Augusto. Introdução a Administração da
Produção e Operações. São Paulo: Pioneira, 1998.
MOROZOWSKI, Antonio C. Apostila de Administração de
Recursos Materiais e Patrimoniais. Curitiba - PR.
MOURA, Reinaldo A . Armazenamento e Distribuição Física.
São Paulo: IMAM, 1997.
PARENTE, Juracy. Varejo no Brasil. São Paulo: Atlas,
2000.
POZO, Hamilton. Administração de Recursos Materiais e
Patrimoniais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas, 2001.

